Venda de remédio emagrecedor é suspensa por risco de câncer

2 de março, 2020

Quanto o assunto é remédio emagrecedor a discussão é sempre polêmica. Dessa vez, a venda de um desses medicamentos foi legalmente proibida no Brasil. O remédio em questão é o lorcasserina — utilizado como tratamento contra a obesidade e até então vendido com o nome comercial de Belviq. Sua venda foi suspensa sob a alegação de que o mesmo seria responsável pelo diagnóstico de câncer em usuários do medicamento.

Em princípio, o medicamento é mais usado por pessoas com obesidade, visto que é conhecida por sua eficácia na perda de peso. Basicamente, estima-se que, junto a uma rotina saudável, esse remédio pode propiciar a perda de 5% do peso corporal. 

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Remédio emagrecedor: os riscos

Entretanto, seus benefícios nem se comparam aos seus possíveis malefícios: comprovou-se que o remédio provocou câncer de pâncreas em cerca de 8% de seus usuários regulares. Ainda, sua substância principal é a lorcasserina, um inibidor de apetite, que a longo prazo pode ser muito maléfico para a saúde.

Assim, o remédio emagrecedor em questão deixou de ser comercializado no Brasil e em diversas outras localidades ao redor do mundo.

Segundo especialistas, a decisão de suspender as vendas foi tomada mais por precaução.

“O mecanismo pelo qual esse remédio pode causar câncer não está estabelecido e a diferença na incidência entre as pessoas que o usaram é mínima”, declarou Mario Khedi Carra, presidente da Associação para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

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Por fim, é necessário alertar para os riscos de demais medicamentos de mesma finalidade. Portanto, um remédio emagrecedor pode, por vezes, causar mais riscos à saúde do que os benefícios por ele prometidos.

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Sobre o autor

Nathália Lopes
Nathália Lopes
Estagiária de Jornalismo