FDA afirma que pílula do dia seguinte não é abortiva: Entenda

Gravidez e maternidade Saúde
26 de Dezembro, 2022
FDA afirma que pílula do dia seguinte não é abortiva: Entenda

Pela primeira vez, a FDA, agência governamental dos EUA responsável pelo controle de medicamentos, afirmou que a pílula do dia seguinte não é abortiva. Com isso, a agência mudou o rótulo do contraceptivo emergencial para demonstrar que a pílula não impacta na implantação do óvulo. Continue lendo e entenda.

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Decisão da FDA

Em uma declaração, a agência explica que a pílula do dia seguinte tem a função de atrasar ou interromper a liberação do óvulo, por isso, não é abortiva. O posicionamento da FDA vem em um momento polêmico. Em junho deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o aborto não é mais um direito constitucional das mulheres no país, o que gerou diversas declarações e debates sobre o tema. Além disso, existe a preocupação sobre o controle de natalidade e contracepção de emergência no país.

Em vigor desde 1973, a decisão conhecida como “Roe contra Wade” garantia o direito ao aborto de forma constitucional em todo território americano. No entanto, a partir de agora, cada estado passa a ter o poder de definir se o procedimento de interrupção da gravidez será permitido ou não.

Dessa forma, com a explicação da FDA que a pílula do dia seguinte não é abortiva e com a mudança do rótulo do medicamento, as mulheres podem continuar a fazer uso do medicamento nos EUA.

Pílula do dia seguinte 

A pílula do dia seguinte é um método emergencial de contracepção. Assim, o medicamento oferece às mulheres uma forma de prevenir a gravidez não planejada após uma relação sexual desprotegida ou na suspeita de falha do método habitual. Como por exemplo, rompimento de preservativo ou esquecimento da pílula anticoncepcional.

Importante notar também que é possível que essas pílulas geram alguns efeitos colaterais. Por conterem uma dosagem alta de hormônios, elas podem gerar náuseas e vômitos, irregularidade menstrual, sangramentos, diarreia ou dor de cabeça. 

Por fim, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS), é o responsável por distribuir a pílula desde 2012 gratuitamente. Inclusive, sem a necessidade de consultas prévias ou receitas médicas. Além disso, as farmácias também vendem o medicamento sem receita médica.

 

Sobre o autor

Tayna Farias
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em gravidez e maternidade

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