Mulheres sofrem mais de ansiedade do que os homens

Bem-estar Equilíbrio
30 de Outubro, 2019
Mulheres sofrem mais de ansiedade do que os homens

Ninguém está livre de se sentir ansioso, mas, segundo pesquisas, as mulheres sofrem mais de ansiedade. De acordo com a Associação de Ansiedade e Depressão dos Estados Unidos, desde o momento em que atingem a puberdade até os 50 anos de idade, mulheres têm duas vezes mais chances de sofrer esse transtorno quando comparadas aos homens.

O medo e a incerteza sobre o que pode acontecer no futuro, criar situações mentalmente pensando no que pode dar errado, coração acelerado, e falta de ar, são alguns sintomas da ansiedade. Trata-se de uma doença que muitas vezes passa despercebida por muitas pessoas, provocando eventualmente outras síndromes.

Por que as mulheres sofrem mais de ansiedade?

As raízes da ansiedade e de outros distúrbios da saúde mental, como TOC e depressão, são difíceis de identificar. Mas, um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, foi capaz de descobrir que uma disfunção em algumas células cerebrais, chamada Microglia da linhagem Hoxb8, está ligada a comportamentos de ansiedade e ao estresse. E esse relacionamento é exacerbado pelos hormônios sexuais femininos

Pesquisadores manipularam os níveis de estrogênio e progesterona nos camundongos para que o comportamento deles fosse observado. Dessa forma, os camundongos mostraram sinais muito mais graves de ansiedade, e quando os machos recebiam hormônio para imitar o de uma fêmea, o sintoma aumentava.

Leia também: Dependência do celular pode causar depressão e solidão

Assim, as descobertas defendem fortemente uma ligação mecanicista entre sexo biológico e histórico genético da família no risco de desenvolver distúrbios de ansiedade.

Leia também: Como a ansiedade afeta o foco e a concentração

Para os cientistas, a pesquisa poderá ajudar a direcionar as causas da ansiedade no futuro.

Sintomas ansiedade

Conheça os principais sintomas da ansiedade:

  • Sensação de perigo;
  • Taquicardia;
  • Tremores;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Alimentação desregulada;
  • Alterações de sono;
  • Tensão muscular;
  • Preocupações excessivas;
  • Medos irracionais;
  • Inquietação constante;

Sobre o autor

Julia Moraes
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em fitness, saúde mental e emocional.

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