Morte por varíola dos macacos no Brasil: Saúde confirma primeiro caso

29 de julho, 2022

Hoje (29), o Brasil teve a primeira morte por varíola dos macacos (Monkeypox). De acordo com o Ministério da Saúde, a vítima era de Uberlândia, cidade de Minas Gerais (MG). Apesar disso, a enfermidade não preocupa as autoridades em relação à mortalidade — até então, desde o início da crise atual, a doença matou 5 pessoas. Contudo, a alta exponencial do número de infecções no Brasil preocupa o governo, que considera a enfermidade como um surto.

Ou seja, é a primeira fase de contágio, que consiste no crescimento súbito de casos em um local específico. No caso do Brasil, a maioria dos infectados está em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ao todo, somando todos os estados, há 1.066 ocorrências em monitoramento pelas secretarias de saúde. Entre o público afetado pelo vírus os pequenos também aparecem. Na última quinta-feira (28), a Prefeitura de São Paulo confirmou três casos da varíola dos macacos em crianças. Segundo o órgão municipal, elas estão sendo monitoradas e sem sinais graves da enfermidade.

Veja também: Varíola dos macacos: há razões para se preocupar?

O que você precisa saber sobre a varíola dos macacos

Sintomas

A princípio, o período de incubação do vírus dura entre 5 e 21 dias, mas normalmente a manifestação começa no 13º dia. Logo após esse período, o indivíduo pode sentir febre, falta de ar, dores musculares, fadiga e inchaço nos gânglios. Contudo, a principal característica da doença são lesões na pele em forma de erupções, bem parecidas com as da catapora e sífilis. Em geral, os sintomas desaparecem espontaneamente entre 7 e 14 dias e sem complicações. Além disso, há pessoas que sequer apresentam os desconfortos ou os têm de forma branda, o que pode dificultar o controle da disseminação.

Formas de contágio

A varíola dos macacos é uma zoonose. Em outras palavras, animais contaminados (primatas, marsupiais e roedores) passam o vírus para humanos. No entanto, acredita-se que o vírus sofreu mutações e agora o contágio ocorre por vias humanas, o que justificaria a disseminação da doença para outros países fora do continente africano, onde a enfermidade é endêmica. Dessa forma, basta estar próximo de alguém infectado para se expor ao risco. Então, abraçar, beijar, compartilhar itens pessoais e ter relações sexuais com um indivíduo contaminado são exemplos de oportunidade para a varíola dos macacos.

Morte por varíola dos macacos

Embora a notícia da primeira morte seja preocupante, vale ressaltar que a doença possui baixa letalidade — a OMS reportou 5 óbitos desde o início de maio. No Brasil, todos os casos apresentam sintomas leves e moderados, mas com quadro de saúde estável. Por outro lado, isso não quer dizer que devemos negligenciar os cuidados. Pelo contrário: a doença possui alto risco de transmissão e está se espalhando rapidamente pelo país e pelo mundo, principalmente na Europa.

Cuidados preventivos

É importantíssimo redobrar os cuidados com a higiene. Então, sempre lave e aplique álcool em gel nas mãos depois de andar de transporte público ou tocar objetos e pessoas fora de casa. Também evite o contato com pessoas supostamente infectadas para se prevenir. Segundo a Anvisa, o uso de máscaras é recomendado, especialmente em locais fechados, aviões e aeroportos. Por fim, caso você suspeite de qualquer sintoma, procure auxílio médico imediatamente para se proteger e preservar outras pessoas.

Existe vacina para a varíola dos macacos?

Não há um imunizante específico para a doença. Todavia, enquanto a vacina não é criada, a alternativa de proteção é o imunizante contra a varíola humana. Inclusive, o Ministério da Saúde está negociando a aquisição de vacinas, que serão distribuídas à população em um futuro próximo.

Fontes: Ministério da Saúde; Instituto Butantan; e OMS.