Mergulho em águas rasas: ortopedista alerta sobre os riscos

Saúde
06 de Janeiro, 2023
Mergulho em águas rasas: ortopedista alerta sobre os riscos

Com a chegada do verão e início das férias, o número de ocorrências causadas por mergulho em águas rasas aumenta. De acordo com a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e o Ministério da Saúde, nesta época do ano, acidentes como estes passam da quarta para a segunda principal causa de lesão medular no país, atrás apenas dos acidentes de trânsito.

A maior parte das vítimas deste tipo de acidente é jovem. Cerca de 90% têm entre 10 a 25 anos. O impacto da queda pode trazer sequelas graves e até mesmo a morte. Entre as principais consequências estão a tetraplegia e paraplegia, além de alterações neurológicas, perda de sensibilidade, fraturas, traumatismos, perda de força muscular e afetar a mobilidade.

Leia mais: Risco de afogamentos aumentam no verão. Como evitar?

Os riscos do mergulho em águas rasas

Segundo o médico ortopedista especialista em cirurgia da coluna, Dr. Antônio Krieger, a tragédia é recorrente e anual e a consequência muitas vezes é irreversível.

“Ao mergulhar de ponta, seja em uma piscina, em rios, cachoeiras ou no mar, podemos sofrer traumatismo craniano ou uma lesão grave na coluna por uma pedra no fundo, banco de areia ou simplesmente ser mais rasa do que imaginamos”, explica Krieger.

Ainda segundo o especialista, para evitar acidentes como estes, o ideal é se certificar sobre a profundidade e também evitar mergulhos de cabeça. Entre outras dicas, o senso comum é evitar mergulhar em águas turvas, não consumir bebidas alcoólicas antes de entrar na água. Além disso, é claro, evitar empurrar amigos para dentro d’água.

Como socorrer em caso de acidente?

Em caso de acidente, outra recomendação importante é evitar testar os movimentos do acidentado. Ou seja, levantá-lo ou colocá-lo sentado. Isso porque uma manipulação realizada de forma incorreta pode piorar a lesão.

Além disso, a vítima deve ser salva e levada para fora da água para prevenir o afogamento. Então, deve-se oferecer o máximo de sustentação para a coluna, evitando mexer ou flexionar pescoço e tronco ou girar a pessoa. A vítima deve ficar em uma superfície plana e não ser mais movimentada.

O Corpo de Bombeiros (193) ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU (192), devem ser acionados para socorro com equipe médica especializada em emergências. Somente profissionais habilitados poderão fazer essa remoção do acidentado do local, uma vez que é indispensável o uso de pranchas ou macas rígidas e colar cervical.

“São milhares de pessoas que sofrem esse tipo de lesão anualmente nesta época do ano. Fica o alerta para que tenhamos consciência, férias com diversão evitando que essa tragédia aconteça em sua família”, finaliza Krieger.

Fonte: Dr. Antônio Krieger, médico ortopedista especialista em cirurgia da coluna.

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