Marcas nos dentes do bebê revelam saúde mental da mãe, aponta estudo

Gravidez e maternidade Saúde
07 de Março, 2022
Marcas nos dentes do bebê revelam saúde mental da mãe, aponta estudo

A descoberta de uma gravidez é um momento emocionante para muitas mulheres. O período de gestação traz consigo uma série de mudanças no corpo e na mente da futura mãe. Enquanto algumas conseguem lidar com mais facilidade, outras se veem em um estado de sofrimento. Apesar de todo o amor envolvido, a gestação e a maternidade são marcadas por muitos desafios. O número de mulheres que sofrem com a depressão durante a gravidez varia de 10% a 20%. Recentemente, um estudo descobriu que tal quadro afeta as linhas neonatais dos bebês — isto é, as marcas presentes nos dentes dos pequenos.

Linhas neonatais e depressão na gravidez

Cientistas da Universidade de Harvard analisaram dentes caninos de leite de 70 crianças entre cinco e sete anos de idade. As linhas neonatais revelam os eventos pelos quais as células passaram no momento do nascimento e, dessa maneira, formam marcas nos dentes. 

Primeiramente, o estudo descobriu que quando a gestante tem depressão, tais linhas se mostram mais espessas. Por outro lado, no caso de mulheres que não sofreram da doença durante a gravidez, as marcas são mais finas.

Depressão na gravidez

No geral, as mulheres têm mais chance de desenvolver depressão do que os homens, mas qualquer pessoa está suscetível a sofrer do transtorno. Em resumo, a doença acontece quando há algum desequilíbrio nos neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer. Assim, tal quadro provoca tristeza e perda de interesse em coisas que antes faziam sentido para o individuo.

As mudanças nos hormônios e as alterações no humor interferem na rotina da mulher a partir do momento em que ela descobre que será mãe. Algumas gestantes não conseguem se manter saudáveis mentalmente e desenvolvem o quadro depressivo. Além disso, outros fatores, como a genética ou a ocorrência de algum acontecimento doloroso, podem colaborar. Os sintomas são:

  • Distúrbios do sono;
  • Cansaço ou fadiga;
  • Problemas na visão;
  • Dor de cabeça;
  • Imunidade baixa.

Leia mais: Depressão pós-parto e amamentação: Entenda a relação (vitat.com.br)

O que fazer?

Acima de tudo, o tratamento é imprescindível em casos de depressão. As faltas de uma rede de apoio e de orientação profissional adequada podem acarretar em consequências trágicas e irreversíveis. Aproximadamente 80% das pessoas que cometem suicídio sofrem com depressão.

A psicoterapia e a consulta com psiquiatras para a verificação da necessidade de uso de antidepressivos são partes essenciais do processo. Os dois profissionais, psicólogo e médico, atuam lado a lado no combate ao transtorno. 

No caso das gestantes, por exemplo, a medicação é prescrita com alguns cuidados. Muitas mulheres se recusam a fazer uso de tais remédios com medo de gerarem efeitos negativos para o bebê, como má formação do feto ou interferência no desenvolvimento do mesmo. Mas atualmente, os antidepressivos mais usados em gestantes são os serotonérgicos, que elevam a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar.

De qualquer forma, o ideal é que profissionais sejam procurados, e amigos e familiares estejam sempre atentos para os sentimentos e os comportamentos da gestante.

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