Intoxicação alimentar no final de ano: como evitar

Alimentação Bem-estar
16 de Dezembro, 2022
Intoxicação alimentar no final de ano: como evitar

As festas de final de ano são sinônimos de comilanças para muitos. Mas, ao mesmo tempo que o consumo alimentar pode aumentar, o risco de se ingerir algo contaminado por bactérias, fungos, vírus e suas toxinas também podem crescer.  Assim, a médica Brianna Nicoletti, alergista e Imunologista pela USP, explica como evitar intoxicação alimentar no final de ano.

O que é intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar é uma doença causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias (Salmonella, Shigella, E. coli, Staphilococus, Clostridium), vírus (Rotavírus), ou por suas respectivas toxinas, parasitas, por fungos ou toxinas. “A contaminação ocorre durante a manipulação, preparo, conservação e/ou o armazenamento da água ou dos alimentos”, conta a especialista. 

Assim, intoxicação alimentar no final de ano é bastante comum devido ao consumo de alimentos crus, como o ovo, por exemplo, presente na maionese e em alguns doces, o qual é facilmente contaminável. “Por conta da forma de oferecer os pratos, deixando-os muito tempo expostos e sem a refrigeração necessária, como em buffets”, explica a médica. Segundo ela, o terceiro principal fator é a manipulação da comida ou seu armazenamento de forma inadequada.

Intoxicação alimentar no final de ano: sintomas e o que fazer 

Os primeiros sintomas podem surgir poucas horas após a ingestão de algo contaminado. “O intervalo, no geral, vai de duas a 72 horas para o início dos sintomas”, afirma a médica. Porém, os sintomas sempre são parecidos: náuseas, vômitos, diarreia, febre, dor abdominal, cólicas e mal-estar. “Nos quadros mais graves, ocorrem queda da pressão arterial, desidratação e perda de peso”, enumera. 

Assim, o primeiro passo, ao sentir um dos sintomas, é fazer repouso e ingerir muito líquido (principalmente água e água de coco, e evitar bebidas gaseificadas com excesso de sódio. “Quando há risco de desidratação (com vômitos e diarreia), há medicamentos para controlar as náuseas. Contudo, é necessário procurar ajuda médica para repor líquidos e sais”, indica Brianna. 

Mas, a boa notícia é que as intoxicações geralmente são consideradas leves e duram poucos dias. “As infecções bacterianas com colites e desidratação podem durar mais tempo. E, eventualmente, poderá ser necessário tratamento mais prolongado com antibiótico”, indica a médica. Ou seja, daí a importância de consultar um médico para avaliar a gravidade e a necessidade do uso de medicamento.

Leia mais: Gastroenterite: o que é e os sintomas

Intoxicação alimentar no final de ano:  os vilões e como prevenir a doença 

Ovos (principalmente, pouco cozidos ou crus), massa folhada, leite, peixe e frutos do mar, carnes de porco ou processadas e embutidas (por exemplo, o presunto), e legumes e frutas lavados com água contaminada costumam ser os causadores mais comuns da intoxicação alimentar. 

Assim, o primeiro ponto determinante para evitar as contaminações está no cuidado com a água. “A prevenção das intoxicações está diretamente associada ao saneamento básico, ou seja, à boa qualidade da água para o preparo dos alimentos; aos cuidados ao cozinhar e armazenar, isto é, o modo de embalar e conservar em freezer ou geladeira; e a medidas básicas de higiene de quem os consome, como lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro”, explica a especialista. Mas, outra dica é nunca consumir alimentos em conserva com embalagens estufadas ou amassadas”.

Alguns cuidados podem diminuir o risco da intoxicação alimentar:

  • Sempre lavar as mãos com água e sabão. Sobretudo, diante de situações como ao preparar alimentos, amamentar, após assoar o nariz, tocar em animais, levar o lixo para fora, usar o banheiro ou trocar fraldas, por exemplo.
  • Manter a higiene da casa e pessoal, bem como dos utensílios de mesa e fogão.
  • Segurança alimentar: Beber somente água tratada, filtrada ou fervida;
  • Lavar cuidadosamente as verduras e frutas;
  • Além disso, proteger os alimentos de moscas, baratas e ratos;
  • Cozinhar carne até estarem bem passadas;
  • Cozinhar ovos até a gema estar firme;
  • Tomar cuidado com o consumo de leite não pasteurizado.

Diferença entre intoxicação e alergia alimentares 

Vale dizer a diferença que existe entre a alergia alimentar e a intoxicação alimentar. “A alergia ocorre quando nosso sistema imunológico passa a entender uma parte da estrutura do alimento como ‘alergênica’ e estranha, e responde com a produção de anticorpos (chamado de IgE) ou células, gerando um processo inflamatório”, explica a médica. 

A alergista detalha ainda que uma vez sensibilizado o organismo, o risco de uma reação alérgica mais grave, em um contato futuro existe, inclusive ao ter contato com uma mínima quantidade daquele alimento. “Mas, da mesma forma, as transformações frequentes do sistema imunológico podem trazer novas sensibilizações ao longo da vida, e pode também acontecer o que chamamos de ‘tolerância’ e, assim, depois de algum tempo, deixar de ter a alergia daquele alimento”. Os que mais causam alergias em adultos são: camarão, frutos do mar, amendoim, castanhas; nas crianças, são leite, ovo, soja, milho e trigo. 

Fonte: Dra Brianna Nicoletti, médica alergista e imunologista pela Universidade de São Paulo (USP)

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