Hormônios usados em academia: conheça os perigos

11 de maio, 2022

Ao começar os treinos, muitas pessoas acabam fazendo uso de substâncias sem indicação médica para ganhar massa magra. Assim, entre os hormônios usados em academia temos o hormônio do crescimento (GH), testosterona, sulfato de DHEA (dehidroepiandrosterona), oxandrolona (derivado da testosterona) e até mesmo a insulina. 

No entanto, o uso desses tipos de substâncias pode trazer diversos problemas para a saúde. 

Leia também: Um mês de academia dá resultado? Saiba como funciona

Efeitos dos hormônios usados em academia

A endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato explica que todo uso hormonal, quando não está bem indicado, traz mais problemas do que vantagens. “Alguns hormônios têm efeito anabólico, sendo testosterona e GH alguns exemplos, que resultam em ganho de massa magra. Mas se a pessoa não tem deficiência desse hormônio, o uso contraindicado pode levar a uma série de repercussões, como inibir a produção endógena. Assim, quando o uso desse hormônio é suspenso, o corpo demora a entender que ele tem que voltar a produzir”, afirma.

Leia também: Testosterona: entenda a importância do hormônio para a saúde

Segundo Dra. Lorena, muitos desses hormônios podem ter efeitos importantes no que diz respeito à insuficiência e função cardíacas e eventos cardiovasculares.

Dessa maneira, a endocrinologista ressalta que o GH, quando mal utilizado, pode promover o crescimento de alguns cânceres e levar à cardiomegalia. Também podem ocorrer episódios graves de hipoglicemia e até mesmo trombose. Mas não significa que esses efeitos colaterais vão ocorrer com todos que utilizam hormônios na academia.

Veja também: Homens emagrecem com mais facilidade do que as mulheres?

Indicações hormonais 

A reposição de hormônios pode indicada pelo endocrinologista a partir do diagnóstico de algumas patologias. “É orientado o uso de testosterona para situações de hipogonadismo. Ou seja, quando é identificada por exames a queda dos níveis de testosterona causada pela andropausa, por exemplo. Doenças crônicas, como a obesidade, podem levar a situações de hipogonadismo”, explica Dra. Lorena Amato.

Por outro lado, o GH, explica a endocrinologista, está indicado para situações de deficiência desse hormônio. Um exemplo é em cirurgias na qual foi necessária a retirada da hipófise, responsável pela produção do hormônio do crescimento, ou para crianças com baixa estatura.

Sendo assim, a insulina é prescrita para pessoas com diabetes, que precisam controlar o nível de glicose no sangue, e não para fins estéticos, como muitas vezes é usado em pessoas que buscam ganho de massa magra.

“Não existe fórmula mágica, é preciso persistir e colocar na rotina a dieta alimentar equilibrada, composta por verduras, legumes, proteínas, e menos comida industrializada. Portanto, para conseguir músculo, massa magra, é preciso ingerir quantidades adequadas de proteínas. Exercício físico é fundamental, principalmente a musculação, que faz crescer os músculos. É preciso praticar atividades aeróbicas para perder a massa gorda. A orientação do endocrinologista juntamente com o nutricionista pode garantir a sua saúde e a boa forma”, comenta Dra. Lorena.

Sobre o autor

Redação
Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e educadores físicos.