É muito importante saber quais são os principais hormônios femininos e como eles influenciam a rotina e a saúde da mulher. Afinal, em diferentes períodos do mês, o organismo da mulher passa por ciclos com variações dos hormônios.
Por isso, veja quais são os principais hormônios femininos e a função de cada um deles, logo abaixo!
De acordo com a Dra Jaqueline Pais, endocrinologista do Hospital Icaraí, os principais hormônios femininos são o estrogênio e a progesterona, produzidos pelos ovários.
“Esses estão envolvidos na regulação da função ovariana e no controle do ciclo reprodutivo”, acrescenta a endocrinologista.
Assim, a Dra Jaqueline Pais explica que além do exame clínico/ginecológico, os exames complementares solicitados para avaliação hormonal da mulher são:
“É importante também a realização de uma ultrassonografia pélvica para avaliação do útero e dos ovários”, acrescenta.
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Todos os corpos passam por alterações hormonais constantemente ao longo do dia. Durante uma refeição, por exemplo, o pâncreas produz o hormônio insulina que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue.
Por outro lado, ao passar por uma situação de susto, como pisar no freio para evitar uma batida de carro, as glândulas suprarrenais bombeiam o hormônio adrenalina (epinefrina) para ajudar a agir rapidamente.
Além disso, a glândula pineal trabalha para produzir o hormônio melatonina que ajuda a reparar a noite de sono.
Portanto, entenda como os principais hormônios femininos agem durante cada fase da vida, abaixo:
De acordo com a especialista, o estágio inicial da puberdade (8 a 13 anos) envolve o desenvolvimento das mamas femininas, acompanhado do crescimento do ovário e dos folículos.
“Esse processo é seguido pelo crescimento dos pelos púbicos e axilares, induzido pelos androgênios e estrogênios. Além disso, há o início da menstruação”, comenta.
Por outro lado, na gravidez, a endocrinologista do Hospital Icaraí informa que acontece um aumento dos níveis de estrogênio e progesterona.
“Após o parto, algumas mulheres podem apresentar depressão pós-parto, decorrente da queda hormonal e também da diminuição da serotonina no cérebro”, alerta.
A menacme é o período em que a mulher se encontra em idade fértil. Inicia-se com a puberdade e vai até a menopausa.
Assim, nessa fase da vida, a mulher pode ficar grávida e, quanto mais cedo, maior a chance de gravidez. O declínio da chance ocorre depois dos 35 anos.
O LH é um hormônio produzido pela hipófise e que, nas mulheres, é responsável pelo amadurecimento dos folículos, pela ovulação e pela produção de progesterona, ou seja, possui um papel fundamental na capacidade reprodutiva da mulher. Ele antecede a ovulação, que acontece geralmente 36 horas após a subida desse hormônio no sangue.
A Dra Jaqueline Pais explica que a OMS (Organização Mundial da Saúde) define a menopausa como parada permanente dos ciclos menstruais que decorre da perda da função ovulatória.
Considera-se menopausa quando a mulher fica 12 meses em amenorreia (ausência da menstruação). O diagnóstico é clínico. Costuma ocorrer entre 45 e 55 anos, sendo a maioria dos casos em torno dos 50 anos.
“Mais de 75% das mulheres relatam queixas na fase de transição menopausal, sendo que os principais são os sintomas vasomotores, sudorese noturna e irregularidade menstrual. Ademais, outros sintomas incluem secura vaginal, dispareunia (dor durante a relação sexual), irritabilidade e insônia”, acrescenta.
Atualmente, com o aumento da expectativa de vida, as mulheres passam um terço de suas vidas na condição de falência ovariana, que se refere à perda da capacidade reprodutiva do ovário.
A especialista informa que a desregulação hormonal feminina é quando os hormônios não estão equilibrados, onde um desequilíbrio endocrinológico pode ser o culpado.
“Ter muito de um hormônio (também conhecido como hiperfunção) ou, então, não ter hormônio o suficiente (conhecido como hipofunção) pode causar problemas”, lembra.
Os principais sintomas de uma desregulação hormonal são:
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Por fim, a endocrinologista completa que o tratamento de reposição hormonal feminina compreende modificações do estilo de vida, como a prática de exercícios, ioga e técnicas de relaxamento que possam melhorar o sono e reduzir o estresse.
“Alguns antidepressivos podem ser usados e/ou terapia de reposição hormonal. Os benefícios da Terapia de Reposição Hormonal (TRH) podem exceder os riscos quando iniciada antes dos 60 anos e com menos de 10 anos de menopausa, sendo o grupo alvo mulheres entre 50 e 59 anos”, lembra.
Contudo, Dr Jaqueline Pais orienta que mulheres acima de 60 anos, em geral, não devem iniciar o TRH: “a terapia hormonal (estrogênio, progestágeno, ou ambos) é o tratamento mais eficaz para os sintomas da menopausa. Isso porque ela é usada para aliviar ondas de calor moderadas a graves e para aliviar os sintomas devido à atrofia vulvovaginal”, diz.
Vale lembrar, no entanto, que médicos devem determinar o tipo, a dose, a via de administração e a duração mais apropriados, com base nos objetivos do tratamento e nos riscos para a saúde individual.
Fonte: Dra. Jaqueline Pais, endocrinologista do Hospital Icaraí.