Ficar muito tempo sem piscar, como Wandinha, faz mal para a visão?

Saúde
07 de Dezembro, 2022
Ficar muito tempo sem piscar, como Wandinha, faz mal para a visão?

Um detalhe curioso tem chamado atenção em uma das maiores séries de sucessos do momento, Wandinha, da Netflix. Isso porque a personagem raramente pisca. Existe, inclusive, uma estimativa de quantas vezes ela já piscou ao longo dos 8 episódios: apenas nove vezes. Mas será que ficar muito tempo sem piscar pode prejudicar a visão? De antemão, a resposta é sim. A prática não é recomendada por especialistas, que temem que crianças e jovens comecem a fazer algum tipo de competição, causando danos mais severos à saúde ocular. Entenda.

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Ficar muito tempo sem piscar não é recomendado

Em entrevista anterior à Vitat, a Dra. Ione Alexim, oftalmologista, explicou que existem riscos ao ficar muito tempo sem piscar. Por exemplo, estimula o surgimento de doenças, como a síndrome da visão de computador. Além disso, ficar sem piscar também contribui para o ressecamento e sensação de olhos secos.

Por isso, ela recomenda seguir a regra 20/20/20: “A cada 20 minutos de leitura ou de uso de dispositivos eletrônicos, devemos fazer uma pausa de 20 segundos olhando para uma distância de 20 pés, que equivale a mais ou menos seis metros. Além disso, não devemos nos esquecer de piscar com maior frequência, para manter uma boa lubrificação dos olhos”, completa.

A importância de piscar

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, piscar é um reflexo normal que protege os olhos da secura, luz intensa, dedos ou outros objetos que vêm em sua direção. Além disso, piscar também regula as lágrimas, que nutrem e limpam a superfície do olho. A taxa de piscada em recém-nascidos é de apenas 2 vezes por minuto. Isso aumenta para 14-17 vezes por minuto na adolescência e permanece nesse ritmo pelo restante da vida. O piscar também pode aumentar em resposta à dor, luz, mudanças de temperatura e umidade, além de combater a invasão de bactérias.

Referências: Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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