Presunto, salsicha ou calabresa: veja porque você deve evitar dar embutidos para o seu filho

Alimentação Bem-estar Gravidez e maternidade
04 de Julho, 2023
Presunto, salsicha ou calabresa: veja porque você deve evitar dar embutidos para o seu filho

Resistir aos embutidos pode ser uma tarefa difícil, já que eles estão dispersos na alimentação e algumas vezes até disfarçados como aparentemente “saudáveis”, como é o caso do peito de peru. Mas a situação pode ficar ainda mais complexa ao montar a rotina alimentar do seu filho, já que itens como cachorro-quente, pizza e churrasco tendem a agradar o paladar dos pequenos. Contudo, esses alimentos podem desencadear doenças e riscos para o desenvolvimento das crianças. A seguir, saiba porque você não deve oferecer embutidos para as crianças.

Veja também: Alimentos não indicados para bebês até 1 ano de vida

Embutidos: Como são feitos? 

De modo geral, os embutidos são feitos a partir de sobras incluindo peles, vísceras, cartilagens e gorduras de carnes de boi, porco, cabras, ovelhas ,aves, peixes e frutos do mar. Para atingirem a consistência que conhecemos, essas carnes são trituradas e processadas. 

Além disso, o que mais chama a atenção é a adição de aditivos químicos para conferir mais sabor e longa conservação. Por isso, é comum notar a presença de emulsificantes, corantes, estabilizantes, ligantes e demais substâncias artificiais no rótulo desses produtos.

O grupo de embutidos é extenso, sendo que o risco à saúde pode aparecer em várias janelas da alimentação do seu filho. Confira quais são os alimentos que fazem parte da lista:

  • Salsicha;
  • Linguiça;
  • Mortadela;
  • Presunto;
  • Apresuntado;
  • Peito de peru;
  • Bacon;
  • Carne de lata;
  • Salame;
  • Lombo;
  • Nuggets.

Embutidos para crianças: entendendo os riscos 

Os embutidos estão relacionados a uma série de doenças pela OMS – Organização Mundial da Saúde, como obesidade, câncer, enxaqueca e problemas cardiovasculares. E quando falamos sobre obesidade infantil, os dados demonstram uma curva de crescimento acentuada, sendo que até meados de setembro de 2022, mais de 340 mil crianças de 5 a 10 anos de idade foram diagnosticadas com obesidade.

Além disso, carnes cruas ou com pouca cocção como salames, podem representar um risco de contaminação por Salmonella ou E.Coli. Considerando que as crianças ainda não têm o seu sistema imunológico 100% formado, essas infecções podem ser ainda mais graves do que a manifestação em adultos. 

Outro aspecto importante é que boa parte dos embutidos também concentram grandes quantidades de sódio. Por exemplo, apenas 50g de salsicha contém cerca de 551 de sódio. 

Por fim, a inclusão de alimentos como salsicha, nuggets ou presunto a longo prazo pode fazer com que o seu filho adote hábitos alimentares que fazem mal para a saúde. Nesse contexto, os ensinamentos dos primeiros anos de vida têm muito valor e no futuro podem auxiliá-lo a tomar decisões mais saudáveis durante a fase adulta. 

Então, como substituir os alimentos embutidos? 

A comida de verdade é o caminho para reduzir ou eliminar o consumo de embutidos para crianças e trazer mais saúde para o prato. Mas isso não precisa ser uma missão difícil. A salsicha, por exemplo, pode ser substituída por carnes frescas, peixes, ovos, queijos, leguminosas e outros tipos de proteínas. 

Além disso, para garantir seu pleno desenvolvimento, os pais devem incluir alimentos ricos em cálcio, como gergelim, verduras verde-escuras e amêndoas, além de itens com vitamina A,C e D, como sardinha, mamão, melancia, laranja etc.

A seguir, confira mais dicas de alimentação para crianças de 0 a 10 anos, baseadas no manual de alimentação saudável do Ministério da Saúde:

  • Diminua a quantidade de sal na preparação dos alimentos e não deixe o saleiro na mesa;
  • Prefira oferecer alimentos grelhados ou assados, do lugar de frituras;
  • Ofereça sucos naturais no lugar de refrigerantes ou sucos industrializados;
  • Estimule o seu filho a beber pelo menos 4 copos de água por dia;
  • Ofereça feijão com arroz todos os dias ou, no mínimo, cinco vezes por semana;
  • Por fim, varie a alimentação com cereais, tubérculos e raízes.

Referências: Ministério da Saúde

Sobre o autor

Tayna Farias
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em gravidez e maternidade

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