Doenças silenciosas: veja as principais e como preveni-las

Saúde
22 de Setembro, 2022
Doenças silenciosas: veja as principais e como preveni-las

Tão perigosas quanto as enfermidades sintomáticas, as doenças silenciosas podem ser ainda mais graves. Afinal, o principal desafio é descobri-las de forma precoce, a tempo de adotar um tratamento eficaz. Afinal, o que fazer para não ser pego por um diagnóstico inesperado?

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Doenças silenciosas: confira as mais comuns e como evitá-las

Diabetes tipo 2

A patologia afeta a produção ou a eficiência do hormônio insulina, cuja função é metabolizar o açúcar no sangue. Sem o funcionamento adequado da insulina, seja por deficiência ou resistência do organismo, o indivíduo sofre uma série de problemas de saúde. Dentre eles insuficiência renal, risco de amputação de membros inferiores, cegueira, comprometimento do sistema nervoso que leva à perda da sensibilidade da pele, entre outros.

No entanto, o diabetes tipo 2 pode demorar anos para dar algum sinal. Quando isso ocorre, os sintomas são sede excessiva, boca seca, cansaço frequente, feridas difíceis de cicatrizar e, em certos casos, perda de peso sem motivo. Ao notar esses sinais, é importante ir ao médico realizar exames de rotina, incluindo glicemia de jejum, hemoglobina glicada e curva glicêmica.

Para prevenir o diabetes tipo 2, é essencial seguir uma dieta equilibrada, com consumo moderado de carboidratos, sobretudo os refinados. O excesso desse nutriente aumenta a resposta da insulina, que eleva o nível glicêmico no sangue, favorecendo a obesidade. Diversas análises e estudos mostram que o acúmulo de gordura visceral possui relação com a obesidade, que por sua vez é ligada ao diabetes tipo 2 e a ataques cardíacos, como o derrame. Além disso, ter uma rotina frequente de exercícios pode minimizar as chances de desenvolver a DM2.

AIDS

A AIDS é a sigla em inglês para a síndrome da imunodeficiência adquirida. O retrovírus HIV, causador da infecção sexualmente transmissível, atinge o sistema imunológico do organismo. Como resultado, a pessoa fica vulnerável a qualquer doença e pode morrer por causa de uma gripe. Porém, a AIDS dá passos lentos até provocar danos relevantes. Nesse estágio, o indivíduo apresenta fraqueza, perda de peso não intencional e fica debilitado com infecções virais, como uma gripe ou resfriado.

Por outro lado, existem pessoas que são apenas portadoras do HIV e não sofrem as consequências do vírus ativo. Entretanto, elas continuam transmitindo a infecção e precisam ter relações sexuais com preservativo. Aliás, esta é a regra número 1 para se prevenir contra a AIDS e outras ISTs potencialmente fatais, como a sífilis e o HPV, que aumenta os riscos de um câncer.

Depressão

Talvez um dos maiores males da sociedade atual seja a depressão, que faz par com a ansiedade em muitos casos. O transtorno possui tipos variados, que de forma geral vai eliminando a vontade de fazer coisas que antes eram prazerosas. A falta de motivação, associada à tristeza sem razão específica, ocorre aos poucos até incapacitar a pessoa.

Em situações extremas e frequentes, o indivíduo se isola completamente e chega a desprezar os cuidados básicos com higiene e aparência. Em contrapartida, há pacientes que disfarçam os sentimentos e não compartilham as angústias com amigos, familiares e profissionais. Infelizmente, o desfecho costuma ser trágico, com tentativas, bem-sucedidas ou não, de suicídio. Embora seja uma doença que merece atenção e cuidados, muitas vezes o círculo ao redor do indivíduo menospreza a patologia.

Tratá-la com desdém provoca dor imensurável à pessoa deprimida, dificultando o acesso a um tratamento digno. Buscar ajuda de psiquiatras e psicólogos é o primeiro passo para recuperar o ânimo e a admiração pela vida. O diagnóstico assertivo, com análise completa do paciente (incluindo exames de sangue e hormônios) influencia na prescrição do tratamento, que pode envolver antidepressivos, ansiolíticos e medicamentos que reequilibram a produção de hormônios do bem-estar.

Hipertensão

Outra condição do rol de doenças silenciosas, a hipertensão arterial, ou pressão alta, afeta grande parte dos brasileiros — cerca de 38,1 milhões de pessoas com 18 anos ou mais, diz a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE. De acordo com o Ministério da Saúde, ela se dá quando os valores da pressão são iguais ou maiores que 140 por 90 mmHg (milímetros de mercúrio), o que a maioria conhece como “14 por 9”. Todavia, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) considera desde 2020 o número 130 por 80 mmHg (13 por 8) como pré-hipertensão.

A princípio, a hipertensão pode ser hereditária ou se agrava quando o indivíduo segue uma dieta rica em sódio e ultraprocessados e não se exercita. Normalmente assintomática, a pressão arterial só entrega a presença se estiver muito elevada. Dor de cabeça, tontura, alterações na visão (dupla ou embaçada), palpitações cardíacas, dor na nuca e sonolência são sinais do quadro, que sem tratamento, pode levar a doenças cardiovasculares e até infarto.

Hepatite C

É uma doença infecciosa e inflamatória provocada pelo vírus tipo C da hepatite. Há duas manifestações, a aguda e a crônica — esta última é a mais frequente. A enfermidade prejudica o funcionamento do fígado progressivamente, sem despertar suspeitas. Sem tratamento, a hepatite pode evoluir para uma cirrose ou câncer no fígado, duas complicações que podem matar.

O contato com sangue contaminado, seja por meio de transfusão ou objetos cortantes e perfurantes é a principal via de transmissão do vírus. Portanto, evitar essas situações e realizar exames de sangue previnem a hepatite C, ou melhoram as chances de tratamento precoce, caso seja diagnosticada.

Check-ups e cuidados com a saúde podem evitar as doenças silenciosas

Como você viu, a maioria das doenças silenciosas só se agravam por falta de prevenção. Em outras palavras, não basta levar uma vida saudável, se proteger durante o sexo e controlar o estresse. Mesmo seguindo a cartilha da boa saúde, isso não quer dizer que estamos imunes a doenças. Assim, é essencial ir ao médico, ainda que você esteja se sentindo bem. A bateria de exames a cada seis meses ou um ano pode detectar enfermidades graves e melhorar o prognóstico se estiver no estágio inicial.

Principalmente os homens, que vão menos ao médico do que as mulheres. É o que sugere um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com dados do Sistema de Informação Ambulatorial do Ministério da Saúde: neste ano (2022) mais de 312 milhões de homens passaram pelo SUS, contra 370 milhões de mulheres.

As doenças silenciosas têm tratamento?

A maioria das condições citadas aqui possuem tratamento, inclusive pelo SUS. Basta comparecer a uma unidade de saúde, marcar uma consulta e ter acesso a exames e cuidados necessários.

Referências: Ministério da Saúde; Cleveland Clinic; Mayo Clinic; e National Institute of Mental Health.

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Sobre o autor

Amanda Preto
Jornalista especializada em saúde, bem-estar, movimento e professora de yoga há 10 anos.

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