Dieta para lipedema: veja como a alimentação contribui com o tratamento

Alimentação Bem-estar Saúde
18 de Agosto, 2023
Dieta para lipedema: veja como a alimentação contribui com o tratamento

Frequentemente confundida com obesidade, o lipedema é uma doença que afeta 1 em cada 10 mulheres, o que soma cerca de 5 milhões de brasileiras, segundo a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica). A principal característica da doença é o acúmulo de gordura em regiões como pernas e braços — situação que também prejudica a autoimagem. No entanto, a dieta saudável pode ser uma grande aliada no tratamento de lipedema. Entenda a seguir! 

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Alimentação saudável e lipedema: qual é a relação? 

O lipedema é uma doença crônica e progressiva. Embora as causas não sejam amplamente conhecidas, sabe-se que existe o fator hormonal e genético contribuem com o desenvolvimento da condição. Os efeitos do lipedema, no entanto, vão muito além do acúmulo de gordura nas pernas e se estendem a uma série de sintomas que prejudicam a qualidade de vida de quem tem. Alguns exemplos são: dores, sensação de peso nas pernas, coceira, marcas vermelhas ou roxas e inflamações recorrentes. 

Mas é justamente nesse último tópico – inflamações recorrentes –, que a alimentação pode contribuir com o tratamento de forma significativa. Isso porque tudo que consumimos tem um potencial de inflamar ou não o nosso organismo. Portanto, ao adotar uma dieta que elimina itens inflamatórios, o paciente pode obter melhora nos sintomas e na condução da evolução da doença. 

Dieta para lipedema: veja quais são os alimentos mais indicados

A alimentação saudável é um dos pilares do tratamento para lipedema. Nela, a prioridade são os alimentos naturais ou minimamente processados, sendo que as comidas anti-inflamatórias ganham um destaque especial. A dieta para lipedema é composta por:

  • Alimentos integrais:  arroz, farinha, aveia e macarrão.
  • Azeite e gorduras boas: azeite de oliva e óleos vegetais como óleo de linhaça e de canola
  • Frutas e verduras: de todos os tipos.
  • Peixes e frutos do mar: salmão, sardinha etc.
  • Leite e derivados: Queijo branco, ricota, cottage e iogurtes naturais.
  • Proteínas e leguminosas: Grão-de-bico, lentilha e feijões

A dieta mediterrânea, por exemplo, é uma ótima forma de seguir um padrão alimentar saudável e diversificado que ajuda no controle do lipedema. 

Dieta para lipedema: Alimentos inflamatórios que devem ser evitados

A alimentação inflamatória é largamente conhecida como não saudável. É aquela que carrega altos níveis de açúcar ou sal, além de gorduras ruins e itens ultraprocessados. A seguir, veja os alimentos que pioram ainda mais o quadro de lipedema: 

  • Produtos embutidos como linguiça, presunto, salsicha etc.
  • Carboidratos refinados, como arroz e farinha branca;
  • Gorduras trans: salgadinhos, margarina, sorvetes e macarrão instantâneo.
  • Carne vermelha
  • Produtos açucarados como bolos, chocolate e balas.
  • Frituras 
  • Por fim, alimentos industrializados em geral.

Dicas de ouro

Por fim, algumas medidas que podem ajudar a reduzir o risco de agravamento e melhorar o bem-estar das pessoas que já têm a condição. Confira as recomendações a seguir: 

  •  Diagnóstico precoce: identificar a condição cedo é crucial para iniciar o tratamento adequado o mais cedo possível. 
  • Atividade física: preferencialmente em água, os exercícios regulares melhoram a circulação e a saúde cardiovascular. 
  • Terapia física: drenagem linfática e outras técnicas reduzem o inchaço e melhoram a circulação. 
  • Compressão: roupas especiais de compressão ajudam a reduzir o inchaço e melhorar a circulação sanguínea. 
  • Medicamentos: em alguns casos, medicamentos aliviam sintomas como dor e inflamação, porém, é necessário que haja acompanhamento e prescrição médica.
  • Tratamento cirúrgico: em estágios avançados, a cirurgia pode ser considerada para remover o excesso de gordura e melhorar a forma das pernas e braços. 

Por fim, o tratamento de lipedema deve ser abordado de forma individualizada, com o acompanhamento de uma equipe de profissionais de saúde especializados, como médicos, dermatologistas, cirurgiões vasculares, fisioterapeutas e nutricionistas.

Fonte: Fernanda Maniero, nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera.

 

Sobre o autor

Tayna Farias
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em gravidez e maternidade

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