Porque você deveria parar de fazer o “dia do lixo” na dieta

21 de junho, 2021

Quem procura seguir alguma dieta — seja para emagrecer ou ganhar massa magra —, provavelmente já ouviu falar no “dia do lixo”. A lógica por trás da estratégia é seguir, durante seis dias na semana, fielmente o cardápio, e, em um dia, comer o que (e quanto) quiser. Contudo, a ideia não é a melhor. Entenda:

O que a ciência e os especialistas dizem sobre o dia do lixo

Segundo um estudo norte-americano publicado na revista Molecular Nutrition and Food Research, três dias de trapaça na semana impactam a saúde intestinal tanto quanto uma dieta composta de fast-food o tempo todo. Enquanto isso, outro estudo da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, descobriu que 61% das pessoas ganham peso durante as férias – de 0,5 a 3 quilos – por se sentirem mais permissivas com a alimentação.

De acordo com a nutricionista Dayse Paravidino, existem sim alimentos com valores nutricionais mais altos e outros que devem ser evitados. Contudo, não é legal chamar o que a gente come de “lixo” por dois motivos principais.

Primeiro, separar os ingredientes em “permitidos” e “proibidos” pode fazer com que a gente crie um certo medo da comida, o torna a nossa relação com a alimentação uma verdadeira tortura e aumenta as chances de sentimentos como culpa e até de comportamentos compulsivos darem as caras.

Além disso, vale lembrar que toda refeição tem o seu papel — seja para nutrir o corpo ou trazer a sensação de conforto depois de uma semana cansativa, por exemplo. “Uma refeição livre pode ser ótima para a mente. Somos seres sociais, e a comida faz parte desse meio”, finaliza.

Poréns

Contudo, e como já dito anteriormente, abusar das guloseimas e itens calóricos é tão prejudicial para a sua meta quanto ingerir fast-food o tempo todo. É por isso que a especialista recomenda trocar o dia do lixo por uma ou duas refeições livres durante a semana.

“A refeição livre ajuda a aliviar a sensação de privação, estimula alguns hormônios relacionados ao bem-estar e evita o efeito platô em quem segue o plano alimentar direito. Isso é equilíbrio, e faz bem”, explica.

Leia também: Dia do lixo atrapalha a dieta?

O ideal, nesse caso, é não exagerar. E deixar de lado aquela mentalidade “tudo ou nada”: um café da manhã e almoço equilibrados, seguidos de um jantar e drinques, por exemplo, não serão tão prejudiciais quanto três refeições fora da linha no dia.

E não entre em pânico: não comer saudável o tempo todo não é motivo para desespero. Se você mantém uma consistência no cardápio, provavelmente essa refeição livre não alterará os resultados.

Dia do lixo na dieta: Trocas inteligentes

A nutricionista também recomenda optar pelas alternativas caseiras, sem conservantes químicos e com o mínimo de gorduras trans. Então, no lugar de:

  • Refrigerante normal (105 calorias a cada 250 ml), beba água (0 calorias);
  • Batata frita (270 calorias a cada 100g), prepare o ingrediente na fritadeira sem óleo (250 calorias e menos gorduras trans);
  • Pipoca de micro-ondas (200 calorias uma xícara), faça na panela sem manteiga ou óleo (120 calorias uma xícara).

“Se você quer comer uma pizza, compre a da pizzaria em vez da congelada. Se preferir um lanche, vá a uma hamburgueria e não a um fast-food. Ou então se está com vontade de macarrão, prefira a receita da família e não o miojo”, diz Dayse. No dia seguinte, procure realizar alguma atividade física e beba bastante água.