Cultura do cancelamento: O que é e como afeta a saúde mental

19 de fevereiro, 2021

Provavelmente você já ouviu falar sobre a cultura do cancelamento. Esse tema está sendo falado cada vez mais, especialmente nas redes sociais. Diversos artistas e influenciadores foram “cancelados” na internet, como Gabriela Pugliese, Paola Carosella, MC Gui e Karol Conká. Mas, você sabe o que isso significa?

A cultura do cancelamento surgiu na internet e tem como objetivo expor publicamente um grupo e/ou pessoa por suas atitudes ou falas ofensivas. Segundo o Celso Alberto, psiquiatra da Clínica Maia, os “canceladores” ditam essa boicotagem como uma sentença de culpa a ser cumprida pelo “cancelado”. Para o especialista, esse comportamento tem a ver com a intolerância em lidar com opiniões diferentes.

Apesar de o termo ser mais utilizado para famosos, o cancelamento também ocorre com pessoas anônimas. Como em um ciclo de amizade, quando uma pessoa diz algo negativo e os amigos deixam de ter contato e a “cancelam”.

Como o cancelamento afeta a saúde mental

Para o cancelador, a atitude de cancelar parece uma boa defesa. Contudo, o alívio para si mesmo é momentâneo e superficial. Além disso, todo o julgamento por trás das telas pode cair no esquecimento e não promover mudanças.

Já para os “cancelados”, o impacto é ainda maior. Isso porque as consequências do cancelamento para a saúde mental são negativas. Assim, a pessoa sente tristeza, irritação, culpa e até mesmo transtornos psiquiátricos como a depressão e o transtorno de pânico.

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Como se proteger da cultura do cancelamento?

O especialista explica que é importante ter reflexão, discussão e mudança. 

“Antes de cancelar alguém, aprofunde-se no tema, veja outros pontos de vista” diz o psiquiatra. 

Além disso, limite o tempo que você passa na internet para proteger a sua saúde mental de maneira geral. Por outro lado, procure ter um tempo apenas para você. A meditação, por exemplo, é uma ótima forma de relaxar e deixar os pensamentos ruins de lado. Portanto, separe algum momento do seu dia para meditar, nem que seja por 20 minutos. Você pode optar por aplicativos ou vídeos de meditação que podem ajudar. Além disso, a prática de exercícios físicos também é importante.

Ainda, ter o apoio de amigos e familiares durante esse período. Também vale respirar fundo, ouvir música, ligar para um amigo ou dar um passeio.

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Fonte: Dr. Celso Alberto Reis Esteves Junior, psiquiatra da Clínica Maia.

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo