Cochilos diários estão relacionados à pressão alta e AVC, diz estudo

27 de julho, 2022

Quando se está cansado, a melhor opção é tirar um bom cochilo durante o dia para repor as energias, certo? Se não for recorrente, sim. Mas de acordo com um estudo publicado na revista Hypertension, da Associação Americana do Coração, isso não pode ser um hábito. Na pesquisa, cientistas alertam que esses cochilos diários podem aumentar os riscos de ter um acidente vascular cerebral (AVC) e desenvolver pressão alta. Tudo isso é ligado pelos maus hábitos de sono, como diz a publicação.

No entanto, essa conclusão não chegou de forma rápida. Os pesquisadores levaram 11 anos para obter os resultados. Então, 358 mil pessoas com idades entre 40 e 69 anos participaram das análises, feitas no Reino Unido. Nenhum dos participantes tinha histórico de derrame ou de pressão alta. 

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Como funcionou o estudo sobre cochilos diários e a saúde?

A pesquisa funcionou com coletas de urina, saliva e sangue entre os participantes, que também foram questionados sobre seus hábitos de vida. Assim, comparando os que responderam que nunca tiram os cochilos durante o dia, quem tem esse hábito de sono apresentou 12% a mais de chances de desenvolver pressão alta e 24% a mais de ter um AVC. 

Dessa forma, se menores de 60 anos cochilavam na maioria dos dias estudados, o risco de pressão alta era de 20$ em comparação com quem não cochila ou tem pouco hábito. Contudo, foi observado que qualquer uma das duas doenças não aconteceriam como única causa. Portanto, os participantes que cochilam durante e o dia também apresentavam maus hábitos de saúde, como tabagismo, insônia e o consumo diário de álcool.

“Embora tirar uma soneca em si não seja prejudicial, muitas pessoas que tiram sonecas podem fazê-lo por causa do sono ruim à noite. Dormir mal à noite está associado a problemas de saúde, e cochilos não são suficientes para compensar isso”, disse Michael Grandner, psicólogo clínico e diretor do Programa de Pesquisa em Saúde do Sono e da Clínica de Medicina do Sono Comportamental, no Tucson, Estados Unidos. O especialista não faz parte dos cientistas desenvolvedores da pesquisa. 

O estudo servirá como base para futuras pesquisas envolvendo o tema. Por fim, por ter sido realizado apenas na Europa, os dados e conclusões podem variar de acordo com o continente e nacionalidade.

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