Calvície: estudo aponta que proteína presente no próprio organismo pode ser a cura

4 de agosto, 2022

A calvície é um problema que qualquer pessoa pode ter. Contudo, ela acontece principalmente com os homens após a puberdade, podendo se tornar mais frequente e grave com o avanço da idade.

Considerada um dos principais tipos de alopecia – doença que leva à perda dos cabelos –, ela faz com que o fio fique muito fino. Isso, por sua vez, leva ao atrofiamento do folículo piloso.

“Cerca de 80% dos homens chegam aos 70 anos com algum grau de calvície. A calvície masculina pode se manifestar de várias formas e tem muitas classificações. Porém, normalmente ela atinge o topo e a frente da cabeça”, explica o dermatologista Rafael de Abreu Moraes.

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A boa notícia, contudo, é que as buscas por soluções para este problema não param. Prova disso foi a descoberta feita por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Publicado na revista científica Biophysical Journal, o estudo apontou que a proteína presente no nosso próprio organismo pode ser a cura da calvície. Saiba mais!

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Estudo sobre a cura da calvície

De acordo com a publicação, a equipe descobriu que a proteína fator de transformação do crescimento beta (TGF-beta) tem atividade nos folículos capilares.

“A TGF-beta tem dois papéis opostos. Ela ajuda a ativar algumas células do folículo piloso para produzir uma nova vida e, mais tarde, ajuda na apoptose, ou seja, com o processo de morte da célula”, explicou um dos pesquisadores do estudo, Qixuan Wang.

Segundo os cientistas, ainda não se sabe o motivo que leva os folículos a se matarem. Algumas hipóteses, contudo, apontam que se trata de uma característica herdada de animais que trocam de pele para sobreviver às temperaturas quentes do verão ou tentam se camuflar.

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Para os animais, contudo, o nascimento e a perda dos pelos é contínuo, diferente do que acontece com as pessoas, onde o ciclo é “quebrado”;

“Mesmo quando um folículo se mata, ele nunca mata seu reservatório de células-tronco. Quando as células tronco sobreviventes recebem o sinal para se regenerar, elas se dividem, formam novas células e se desenvolvem em um novo folículo”, disse o profissional.

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Portanto, caso os pesquisadores consigam descobrir como a proteína ativa a divisão celular e como o produto disso se comunica com outros genes importantes, seria possível estimular o crescimento do cabelo através da ativação das células tronco.

“Nosso trabalho pode ajudar as pessoas que sofrem de vários problemas”, afirmou Wang.

Para este resultado chegar aos pacientes, contudo, os cientistas também precisam descobrir como ajudar a estimular e modular o comportamento da proteína através de produtos – o que pode levar ao fim da calvície.  

Fontes: Rafael de Abreu Moraes, dermatologista, de Minas Gerais; Biophysical Journal; UC Riverside (Universidade da Califórnia).

Sobre o autor

Ana Paula Ferreira
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em beleza e bem-estar.