Por que o bebê precisa arrotar depois de mamar?

Gravidez e maternidade Saúde
13 de Maio, 2022
Por que o bebê precisa arrotar depois de mamar?

Logo depois de mamar, os bebês costumam ser posicionados “de pé” para arrotar antes de serem colocados para deitar novamente ou dormir. Mas por que isso é necessário?

De acordo com Silvia Helena Viesti Nogueira, pediatra do Departamento Científico de Pediatria da SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas), é comum que o neném deglute ar durante a amamentação. Assim, isso pode causar uma distensão do estômago. Caso esse ar não seja expelido, o bebê pode ter desconforto, regurgitações além do esperado, irritabilidade e cólicas.

A médica indica que o neném seja colocado para arrotar sempre que mamar nos primeiros meses de vida para evitar esses problemas. Mas, posteriormente, isso não precisa ser uma regra.

“Com o passar do tempo, com a regularidade das mamadas e observando os sinais de desconforto ou não, os pais perceberão quando haverá necessidade ou não de colocar o bebê para arrotar”, afirma a pediatra.

Além disso, Silvia afirma que crianças que usam mamadeira tendem a engolir mais ar durante as mamadas. Portanto, os cuidados com elas devem ser redobrados.

Qual é a melhor posição para o bebê arrotar depois de mamar?

A melhor posição é no colo, com o bebê ereto, “em pé”, com a cabeça no ombro da mãe. Segundo a médica, nessa posição, o ar deglutido será expelido com maior facilidade. Outra opção é deixar a criança sentada no colo.

Uma dica é trocar a posição do bebê. Pois durante o deslocamento o ar deglutido se movimenta e sua eliminação se torna mais fácil.

Leia também: Aleitamento materno: Tudo o que você precisa saber sobre amamentação

Quanto tempo esperar pelo arroto do bebê?

Geralmente, logo após as mamadas, ao colocar o bebê nas posições indicadas, o ar deglutido é expelido após alguns minutos ou até segundos. De acordo com a médica, caso a criança não arrote após 10 a 15 minutos e não demonstrar desconfortos, as manobras para fazê-la arrotar podem ser suspensas.

“Lembrando que bebês muito novos devem ser supervisionados com maior atenção caso não arrotem, para evitar possível regurgitação e sufocamento”, alerta a pediatra.

O que fazer se o bebê não arrotar depois de mamar?

Silvia afirma que o bebê deve ser colocado nas posições indicadas e pode-se dar alguns leves tapinhas nas costas, para fazer com que o ar deglutido se movimente e seja mais facilmente expelido.

Se mesmo assim o bebê não arrotar, recomenda-se maior supervisão para evitar possíveis episódios de regurgitação e aspiração do vômito.

Leia também: Refluxo gastroesofágico: O que é, causas, sintomas e tratamento

Até que idade o bebê deve ser colocado para arrotar?

A pediatra explica que, normalmente, com o avançar dos meses, a coordenação da deglutição e maturidade neurológica da criança ficarão mais evidentes. Além do esvaziamento gástrico se tornar mais rápido e, com isso, o bebê tem menor necessidade de ser submetido às manobras para arrotar.

“Os pais perceberão a mudança, sendo que cada criança tem seu tempo, mas diria que essa evolução coincide com os marcos em que o bebê mostra prontidão para a introdução de outros alimentos, ou seja, para os bebês nascidos a termo, por volta dos 6 meses de vida”, completa.

Fonte: Silvia Helena Viesti Nogueira, pediatra do Departamento Científico de Pediatria da SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas).

Sobre o autor

Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e de profissionais de Educação Física.

Leia também:

Saúde

Proteção contra a gripe começa na gestação

A proteção contra a gripe pode começar antes mesmo do nascimento.  Durante a gestação, a vacinação é uma forma importante de cuidado, ajudando a proteger o

Saúde

Gripe e dengue: os efeitos de tomar duas vacinas no mesmo dia

Com a recomendação de diferentes vacinas ao longo do ano, é comum surgir a dúvida sobre como organizá-las na rotina — inclusive se é possível tomar

Saúde

A vacina do ano passado ainda protege?

Se você está se perguntando se a vacina do ano passado ainda protege, a resposta é: não totalmente. Ela ainda ajuda, mas não garante a mesma