Rótulo de alimentos embalados deverá alertar sobre ingredientes nocivos

2 de maio, 2022

A partir de outubro, um novo modelo de rótulo precisará ser adotado por alimentos embalados no Brasil. A norma já havia sido aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2020, mas as mudanças podem ser apresentadas pelas marcas até o fim deste ano. Assim, a mudança mais significativa é a obrigatoriedade de um alerta, na parte da frente da embalagem, sobre presença em excesso de três ingredientes prejudiciais à saúde: açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio.

Alessandra Bastos, diretora da Anvisa, declarou que o objetivo das mudanças é “levar clareza” aos rótulos dos alimentos produzidos e comercializados no Brasil.

Segundo a proposta aprovada, alimentos com alto teor de sódio, gordura saturada ou açúcar adicionado receberão a ilustração de uma lupa preta em suas embalagens, ressaltando essa informação. Com isso, os três nutrientes, defende a Anvisa, foram escolhidos pela relação com problemas de saúde pública, como doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes. 

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Nova rotulagem aprovada pela Anvisa

O que mais irá mudar no rótulo de alimentos emabalados

Além de o rótulo agora ficar na parte frontal dos alimentos embalados, a agência também garantiu que irá apresentar a quantidade de nutrientes por 100g (no caso de sólidos), ou então 100ml (no caso de líquidos) para facilitar a comparação dos produtos para os consumidores. 

Ainda, a Tabela de Informação Nutricional também passará por mudanças. Ela terá apenas letras pretas e fundo branco. O objetivo é afastar a possibilidade de uso de contrastes que atrapalhem na legibilidade das informações.

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Os alimentos que tiverem rotulagem frontal não poderão alegar nada referente aos nutrientes da advertência. Assim, produtos com alto conteúdo de açúcar  adicionado, por exemplo, não poderão dizer nada sobre açúcares, como “light”, “alimento reduzido em açúcar”, entre outras frases. 

Tiago Rauber, gerente de padrão e regulação de alimentos da Anvisa, afirma que a decisão levou em consideração estudos e experiências internacionais. Portanto, o objetivo é tornar mais claras as informações sobre os ingredientes dos produtos ao consumidor.

A alterações parecem ter agradado especialistas e médicos. Afinal, com mais da metade da população adulta no país acima do peso (e percentuais superiores a 60% em cinco capitais), tornar as informações mais claras pode ser um passo importante na conscientização dos brasileiros a respeito da importância da alimentação para a saúde.

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