A nossa microbiota intestinal é formada por trilhões de bactérias. Quando em equilíbrio, elas ajudam a modular diversas funções do organismo e o auxiliam na absorção de nutrientes importantes para a nossa saúde. Contudo, alguns hábitos podem desregular a quantidade de bichinhos “bons” e “ruins” da região, alterando a flora e trazendo sintomas nada agradáveis. É o caso do uso prolongado e/ou indiscriminado de algum antibiótico, por exemplo: remédio pode alterar o funcionamento do nosso intestino. Entenda melhor:
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), antibiótico é um tipo de medicamento que tem como objetivo inibir o crescimento de mirco-organismos patogênicos (ou seja, que podem fazer mal para nós).
A invenção desse remédio (em 1928) provocou uma verdadeira revolução na medicina. Isso porque, de repente, mortes por pneumonia, tuberculose e meningite bacteriana, extremamente fatais na época, começaram a ser evitadas em larga escala.
E apesar dos inquestionáveis benefícios que o antibiótico trouxe, sua utilização exagerada também pode provocar alguns prejuízos. “O uso indiscriminado de medicamentos como os antibióticos é responsável pelo surgimento de bactérias mais resistentes, as chamadas superbactérias, dificultando o tratamento de diversas doenças”, explica a nutricionista Dayse Paravidino.
Além disso, há o risco de comprometimento da microbiota (com o aparecimento da desagradável diarreia). Gastrite, úlcera e até hemorragia digestiva também podem ocorrer em casos mais graves e excessivos.
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Primeiramente, é essencial lançar mão do antibiótico somente se o seu médico receitar, e seguir direitinho as recomendações do especialista — ou seja, não tomar o remédio por mais dias (ou por mais vezes) do que o instruído por ele. Outras recomendações importantes, segundo o MS, são:
No mais, a nutricionista afirma que, para recuperar a flora, vale seguir uma alimentação saudável, com menos produtos refinados (pães, massas, bolos e biscoitos) e bebidas alcoólicas. “E mais ingredientes naturais, frescos, da estação e orgânicos, além de água de boa qualidade. Lembrando que há estudos bem conduzidos indicando que a microbiota não é fator determinante para um organismo saudável, mas sim, consequência dele.”
Fonte: Dayse Paravidino, nutricionista, membro da Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) e da Associação Brasileira de Nutrição Materno Infantil (ASBRANMI).