Alimentação e hipertensão: o que priorizar e o que evitar?
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Os cuidados com a alimentação quando o assunto é hipertensão vão muito além de reduzir o sal.
Esse é, sem dúvida, o primeiro passo — e o mais conhecido —, mas a Diretriz de Hipertensão de 2025 deixa claro que o cuidado vai além: envolve também o que se consome no lugar do sal, a qualidade da alimentação no dia a dia, o que se bebe e até o estilo de vida como um todo.
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Alimentação e hipertensão: o que evitar?
De acordo com Fernanda Lancellotti, nutricionista da Vitat, o sal continua sendo a principal fonte de sódio da alimentação e tem influência direta na pressão arterial. A Diretriz de Hipertensão de 2025, lançada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), recomenda limitar o consumo de sódio a menos de 2 g por dia.
Isso equivale a cerca de 5 g de sal, mais ou menos uma colher de chá considerando todas as refeições.
No Brasil, a principal fonte de sódio é o sal adicionado durante o cozimento e à mesa, somado a temperos e condimentos ricos em sódio. Em paralelo, o consumo de alimentos industrializados também contribui — e tem aumentado nos últimos anos. Vale, portanto, dedicar atenção ao sal usado no preparo e também aos seguintes produtos:
- embutidos (presunto, salame, salsicha, mortadela, peito de peru)
- enlatados em geral (sopas de saquinho, atum em conserva, vegetais enlatados)
- salgadinhos industrializados e snacks salgados
- biscoitos doces recheados e outras guloseimas (mesmo os doces ultraprocessados podem ser altos em sódio)
- lanches de fast food e pratos prontos congelados
- molhos e temperos prontos (caldos em cubo, shoyu, ketchup, mostarda industrializada)
- queijos amarelos e curados (parmesão, provolone, cheddar)
Quais alimentos priorizar?
A Diretriz de Hipertensão de 2025 recomenda como padrão preferencial a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), construída justamente para auxiliar no controle da pressão arterial.
Esse padrão alimentar é rico em frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura, cereais integrais, carnes magras e oleaginosas — e restringe gorduras saturadas, grãos refinados e açúcar de adição. Em pessoas com hipertensão, o padrão DASH pode reduzir, em média, 8,7 mmHg na pressão sistólica e 4,5 mmHg na pressão diastólica.
Na prática, Fernanda sugere alguns caminhos:
- substituir o sal por temperos naturais como ervas frescas (manjericão, alecrim, salsinha, cebolinha), alho, cebola, limão e especiarias (páprica, cominho, açafrão)
- preparar o “sal de ervas” misturando uma pequena quantidade de sal com ervas desidratadas é boa estratégia para manter sabor sem aumentar o sódio
- priorizar o consumo de frutas e hortaliças (uma porção equivale, em média, a uma unidade média de fruta ou meia xícara cortada; uma xícara de folhas cruas ou meia xícara de hortaliça cozida)
- priorizar cereais integrais (arroz integral, aveia, pães integrais) no lugar de versões refinadas
- trocar carnes gordurosas por cortes magros e incluir peixes algumas vezes por semana
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