Variante Éris: primeiro caso é registrado no Brasil

Saúde
21 de Agosto, 2023
Variante Éris: primeiro caso é registrado no Brasil

O primeiro caso de Covid-19 pela variante Éris, isto é, nova sublinhagem da ômicron foi registrado no estado de São Paulo. Trata-se de uma paciente de 71 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, a idosa já curada, tem o esquema vacinal completo. A pasta convoca a população a manter a caderneta de imunização atualizada. Segundo o ministério, a paciente apresentou sintomas de febre, tosse, fadiga e dor de cabeça em 30 de julho e fez exames laboratoriais no último dia 8. Entenda mais sobre essa nova cepa da Covid-19.

Leia mais: Sintomas da Covid-19: como agir rapidamente

Variante Éris

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a sublinhagem EG.5 da Covid-19, também chamada de variante Éris, é responsável por aumentar o número de casos da doença nos Estados Unidos e no Reino Unido. Na semana passada, a entidade informou que 51 países reportaram sequências genômicas da Éris e que a maioria se concentra na China.

Por mais que esteja se espalhando, há indícios de que a nova sublinhagem não deve causar aumento em hospitalizações e óbitos no mundo. “Com base nas evidências disponíveis, em nível global, o risco à saúde pública é baixo. Embora tenha maior prevalência, vantagem de crescimento e propriedades de escape imune, não houve alterações na gravidade da doença até o momento”, informou a OMS.

Recomendações

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Infectologia é de manter o esquema vacinal atualizado. No entanto, dados oficiais apontam que apenas 15,4% da população adulta procurou os postos de saúde para receber a dose da vacina bivalente. O imunizante protege contra a cepa original do SARS-CoV-2 e a variante de preocupação ômicron.

“A recomendação da vacinação como principal medida de combate à Covid-19 se torna cada vez mais importante, com atualização das doses de reforço para prevenção da doença”, diz, em nota, o ministério.

“Desde o fim da emergência, decretado pela OMS em maio deste ano, ainda se mantém a recomendação para que os grupos de maior risco de agravamento pela doença continuem a seguir as medidas de prevenção e controle não farmacológicas, incluindo o uso de máscara em locais fechados, mal ventilados ou aglomerações, além do isolamento de pacientes infectados com o vírus SARS-CoV-2. Além disso, a recomendação também vale para pessoas com sintomas gripais”, completa.

 

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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