Os alimentos ultraprocessados estão presentes na rotina alimentar de diversas pessoas. Bebidas açucaradas, embutidos, macarrão instantâneo, bolachas recheadas, salgadinhos e guloseimas no geral são alguns exemplos. Mas, o Guia Alimentar para a População Brasileira ressalta que esses tipos de alimentos devem ser evitados.
De acordo com o documento, os alimentos ultraprocessados são compostos por substâncias nada saudáveis, incluindo gorduras, óleos e açúcar. Além disso, eles podem ser sintetizados em laboratório até mesmo com matérias orgânicas como petróleo e carvão – especialmente os produtos com corantes
Segundo a nutróloga Dra. Liliane Oppermann, o aumento de calorias e ganho de peso é apenas um dos inúmeros problemas associados a uma dieta rica em ultraprocessados.
“Pesquisas demonstram que pessoas que consomem alimentos ultraprocessados diariamente dormem mal, sentem-se lentas e também registram um aumento no hormônio responsável pela fome e uma diminuição no hormônio da saciedade. Ou seja, isso pode explicar o aumento de peso”, explica.
Assim, um estudo recente publicado no periódico The Lancet, observou a dieta de pessoas com idades entre 40 e 69 anos, por mais de 10 anos. Dessa forma, os resultados mostraram que a ingestão frequente de ultraprocessados foi associada à maior incidência de morte por todos os tipos de câncer, principalmente o de ovário entre as mulheres.
A nutróloga listou os principais problemas que os alimentos ultraprocessados podem causar a curto prazo. Portanto, confira:
Para a Dra. Liliane, não há uma quantidade específica recomendada de ultraprocessados. “Afinal, os efeitos do consumo desses alimentos podem variar de acordo com fatores individuais, como a qualidade da dieta geral, o estilo de vida e a saúde em geral”, ressalta.
No entanto, a nutróloga lembra que é importante limitar o consumo de alimentos ultraprocessados na dieta, optando por alimentos integrais, frescos e saudáveis sempre que possível. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as pessoas devem limitar o consumo de alimentos ultraprocessados a menos de 10% do total de calorias consumidas diariamente, o que equivale a cerca de 50 gramas por dia em uma dieta de 2000 calorias.
“Se você optar por ultraprocessados, é importante ler os rótulos e escolher aqueles com menos aditivos, conservantes, açúcares adicionados e gorduras saturadas”, diz a especialista.
Existem algumas estratégias para evitar alimentos ultraprocessados na dieta. Por isso, a nutróloga separou algumas dicas que podem te ajudar:
Fonte: Dra. Liliane Oppermann, nutróloga.