Terapia eletroconvulsiva: O que é, para que serve e como funciona

Bem-estar Equilíbrio
30 de Setembro, 2020
Terapia eletroconvulsiva: O que é, para que serve e como funciona

A terapia eletroconvulsiva é um tratamento biológico, feito sob anestesia geral, onde pequenas correntes elétricas passam pelo cérebro, desencadeando intencionalmente uma breve convulsão. Também conhecida como eletroconvulsoterapia, eletrochoque ou ECT, a terapia eletroconvulsiva não costuma ser a primeira linha de tratamento. Assim, é utilizada apenas quando tratamentos anteriores não foram bem-sucedidos. 

Para que serve?

A ECT é indicada para diversas condições de saúde mental. Como depressão, transtorno afetivo bipolar, esquizofrenia, quadros catatônicos, entres outros diagnósticos psiquiátricos. Especialmente quando há risco de suicídio e quando o paciente traz grande risco a si mesmo ou a terceiros. 

Além disso, também pode ser usada em quadros neurológicos, como a doença de Parkinson. 

No entanto, a terapia eletroconvulsiva não é indicada para todos. “Há contraindicações clínicas, como pacientes com histórico de sangramentos, hemorragias em geral e traumatismos recentes, histórico de processos, particularmente expansivos no sistema nervoso central, histórico de doença cardíaca coronariana, aneurismas, doença hipertensiva severa, diabetes insulinodependente” explica o psiquiatra Fábio Cantinelli.

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Como funciona

Antes de passar pela terapia eletroconvulsiva, é necessário realizar uma avaliação psiquiátrica, histórico médico, exames de sangue, eletrocardiograma, entre outros procedimentos. Desse modo, o médico irá avaliar sua saúde para definir se é realmente seguro seguir adiante. 

Para iniciar o tratamento, o paciente deve estar anestesiado e em jejum. De acordo com o psiquiatra Fábio, o paciente recebe um pulso elétrico através eletrodos implantados em sua cabeça. Esta carga elétrica irá induzir uma convulsão, que vai promover uma série de eventos no cérebro do paciente. 

Assim, sua estrutura neuroquímica é modificada, onde irá ocorrer uma resposta terapêutica sintomática do paciente. Contudo, se o paciente não convulsionar após a aplicação do pulso elétrico, o procedimento não será efetivo. O método costuma ser realizado entre cinco a dez minutos.

Dito isso, podem ocorrer efeitos colaterais após a aplicação, como dor de cabeça e amnésia, que duram poucas horas.

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Benefícios 

Segundo o especialista, o tratamento é seguro e possui baixos riscos de complicações.

“Os benefícios são gigantescos, pois pacientes que não melhoravam com outros tratamentos, podem obter ótimos resultados e voltar a ter uma boa qualidade de vida” finaliza Fábio.

Fonte: Psiquiatra da Clínica Maia, Dr. Fábio Cantinelli.

Sobre o autor

Julia Moraes
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em fitness, saúde mental e emocional.

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