A tendinopatia consiste em dor localizada e persistente nos tendões e perda funcional, como dificuldade para realizar exercícios físicos.
Primeiro, é importante entender que os tendões são estruturas que unem os músculos e ossos. Assim, eles são compostos por colágeno e responsáveis pelo movimento. Dessa maneira, a tendinopatia pode ocorrer em qualquer região do corpo que tenha tendões. Entenda.
Geralmente, a tendinopatia surge por conta de diversos fatores, principalmente pelo estresse mecânico. Por isso, o problema é mais comum em pessoas que fazem movimentos repetidos durante um longo período de tempo. Além disso, pode acontecer em atletas que treinam intensamente, com sobrecargas.
Algumas situações e quadros clínicos podem aumentar a chance de desenvolver a tendinopatia. Portanto, confira:
Os sintomas podem variar entre cada pessoa. Contudo, na maioria das vezes, os sinais incluem:
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A tendinite é a inflamação ou irritação de um tendão. Geralmente, a condição ocorre por movimentos repetitivos. Se não houver tratamento, pode provocar dores acentuadas e inchaço por um longo período.
O tendão de Aquiles fica na parte de trás da perna, entre a panturrilha e o calcanhar. Esta estrutura tem como função conectar os músculos da panturrilha ao calcâneo (osso que dá forma ao calcanhar). Assim, é o tendão mais forte do nosso corpo, sendo o mais exigido durante a corrida. Contudo, é mais suscetível a dores e lesões.
Dessa forma, quem costuma sentir dor no tendão de Aquiles pode significar uma pequena inflamação. Em geral, é consequência de algum esforço físico, como correr, caminhar ou andar de bicicleta, por exemplo. Além disso, também pode ocorrer devido ao uso de sapatos muito apertados.
Também conhecida como cotovelo do tenista ou tendinite do tenista, a epicondilite lateral ocorre quando os tendões desta parte do corpo estão sobrecarregados.
Pessoas que realizam atividades domésticas e atuam em profissões como pintura, carpintaria, encanamento e outras atividades que exijam movimentos repetitivos com os braços e pulsos também podem desenvolver a patologia. No Brasil, há mais de 150 mil casos por ano.
O diagnóstico é realizado por um médico clínico geral, ortopedista ou reumatologista. Além do exame clínico pode ser solicitado o exame de ultrassonografia ou ressonância magnética para avaliar melhor as lesões.
A boa notícia é que a tendinopatia tem cura. No entanto, é importante ter os devidos cuidados e optar pelo tratamento mais indicado.
O tratamento para a tendinopatia dependerá da gravidade da inflamação. Mas, no geral, o indicado é optar por métodos que visam diminuir a dor e trazer de volta a qualidade de vida. Afinal, as dores limitam as atividades corriqueiras.
A fisioterapia é a mais indicada para dores constantes. Isso porque durante as sessões, o profissional irá indicar o melhor programa de reabilitação para o seu caso. Ademais, também pode ser indicado exercícios de alongamento para você realizar em casa.
Além disso, o médico pode indicar medicamentos como anti-inflamatórios e, em alguns casos, injeção de corticosteroides.
Referência: Dr. Alexandre Kusabara