Seu corpo está reagindo bem às canetas?

Saúde
28 de Janeiro, 2026
Fernanda Lancellotti
Revisado por
Nutricionista • CRN3 29223
Seu corpo está reagindo bem às canetas?

Seu corpo está passando por diversas mudanças neste momento — e é por isso que o acompanhamento médico faz tanta diferença.

Em um tratamento para perda de peso, como o com canetas injetáveis, é comum que você receba alguns exames de rotina para acompanhar como seu organismo está reagindo ao medicamento.

Assim, dá pra garantir que tudo está evoluindo bem e que o tratamento está trazendo os melhores resultados com segurança.

Exames que avaliam a segurança do tratamento

Durante o tratamento, as canetas podem interferir em processos naturais do corpo, como o controle do açúcar no sangue e o funcionamento de órgãos como rins e fígado.

Por isso, é comum o médico pedir alguns exames logo no início e repeti-los depois de um tempo. 

  • Glicemia e hemoglobina glicada: medem a quantidade de açúcar no sangue e ajudam a entender como o corpo está aproveitando a energia dos alimentos. Esses exames também indicam se há risco dos níveis de açúcar caírem demais (hipoglicemia).
  • Função renal: avalia se os rins estão filtrando o sangue corretamente, o que é importante para quem tem diabetes, pressão alta ou faz uso de outros medicamentos além da caneta.
  • Função hepática: mostra como está o fígado, órgão responsável por eliminar substâncias e processar os remédios.

Esses exames dão mais segurança para continuar o tratamento e permitem ajustar as doses do medicamento, se necessário.

Exames para acompanhar o progresso

Além da segurança, os exames também servem para acompanhar a evolução dos principais parâmetros de sucesso do tratamento

  • Perfil lipídico: mede as gorduras que circulam no sangue, como o colesterol total, o “colesterol bom” (HDL), o “colesterol ruim” (LDL) e os triglicerídeos. Acompanhar esses números é importante para saber como o  corpo está reagindo à perda de peso e às mudanças metabólicas.
  • Peso, circunferência da cintura e índice de massa corporal (IMC): ajudam o médico a entender como o corpo está respondendo ao tratamento. A medição do peso mostra a evolução geral, enquanto a circunferência da cintura indica mudanças na gordura abdominal, que está ligada à saúde do coração e à prevenção de doenças metabólicas. Já o IMC indica se o peso está adequado à altura, mas pode superestimar ou subestimar a gordura corporal — por isso, deve ser avaliado junto a outros indicadores, como circunferência da cintura e composição corporal.
  • Bioimpedância: contribui para acompanhar o nível de massa magra do corpo durante a evolução do tratamento, garantindo um percentual de músculos saudável. Além disso, também avalia o metabolismo basal, gordura visceral e quantidade de água no corpo — outros importantes parâmetros de acompanhamento.
  • Pressão arterial: medir a pressão com frequência ajuda a monitorar o funcionamento do coração. Além de auxiliar tanto no diagnóstico quanto no cuidado da hipertensão, que pode sofrer variações com o uso das canetas.

Quando fazer os exames

Os exames costumam ser feitos antes de começar o tratamento e repetidos a cada período definido pelo médico, que pode variar conforme a resposta do organismo. O objetivo é acompanhar a evolução de forma segura e personalizada.

O apoio profissional é indispensável para esclarecer questões específicas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.

Referência bibliográfica:

MOZAFFARIAN, Dariush et al. Nutritional priorities to support GLP-1 therapy for obesity: a joint Advisory from the American College of Lifestyle Medicine, the American Society for Nutrition, the Obesity Medicine Association, and The Obesity Society. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 121, n. 6, p. 1234-1256, 2025. Disponível em: https://ajcn.nutrition.org/. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajcnut.2025.04.023.

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