Sedentarismo e risco de câncer: Entenda a relação

Bem-estar Saúde
07 de Julho, 2023
Livia Yume Tanizaki
Revisado por
Nutricionista • CRN-3 45492
Sedentarismo e risco de câncer: Entenda a relação

A falta de movimento traz consequências negativas para a saúde física e mental, incluindo diversos tipos de doenças como o diabetes e doenças cardiovasculares. Mas além disso, o sedentarismo também está relacionado ao risco de câncer. 

Da mesma forma, a prática de atividades físicas pode evitar tumores, como os de intestino, endométrio, mama e cólon. Dentre outros motivos, é por isso que a Organização Mundial da Saúde – OMS recomenda que adultos aumentem o tempo de atividades físicas para 300 minutos – até uma hora de exercícios por cinco dias ou 40 minutos por sete dias – ou 150 minutos de atividade física intensa por semana. 

Antigamente as diretrizes recomendavam 150 minutos de atividade moderada. No entanto, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que nem metade dos participantes atingiram a recomendação mínima para a prática de exercícios por semana. A seguir, entenda a relação entre o sedentarismo e o risco de câncer. 

Veja também: Sedentarismo: O que fazer para não ser mais uma vítima

Sedentarismo e risco de câncer: O que dizem os estudos

Cerca de 10 mil novos casos de câncer, entre eles o de mama e o de cólon, poderiam ser evitados no Brasil se a população se exercitasse. É o que diz uma pesquisa feita no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), publicada na revista científica internacional Cancer Epidemiology em julho de 2018.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama, por exemplo, é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Sendo correspondente a cerca de 28% dos casos novos a cada ano. 

Mas você deve estar se perguntando como o exercício físico pode prevenir a doença. Pessoas sedentárias acabam acumulando gorduras pelo fato de não se exercitarem e terem uma alimentação nada saudável. Dessa maneira, especialistas explicam que gordura em excesso faz com que o organismo fique em um estado inflamatório crônico. Com isso, surge a proliferação celular, o surgimento de mutações e, consequentemente, o câncer. 

Ainda de acordo com o INCA, esse estado inflamatório facilita a formação e a progressão de diversos tipos de câncer. Como por exemplo, o de esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino (cólon e reto), rins, mama, ovário, tireoide, entre outros.

Portanto, a prática regular de atividade física é de extrema importância para evitar não só o câncer, como outras doenças. Pois melhora as funções vitais do organismo, o sistema cardiovascular, fortalece o sistema imunológico, e promove a adequação dos níveis hormonais.

Leia também: Exercícios podem prevenir crescimento de tumor cancerígeno

Pessoas com câncer também devem praticar exercícios

Para pacientes em tratamento de câncer não é diferente. A fadiga é um dos sintomas mais incômodos em quem tem a doença, o que acaba prejudicando as atividades diárias. Contudo, Micheline Oliveira, médica especialista em exercício e esporte, explica que a prática diária de exercício físico reduz a fadiga e ajuda no ganho de massa muscular, inclusive em pacientes oncológicos.

“Esse tipo de cansaço do corpo e do cérebro não melhora com repouso. Muito pelo contrário. A inatividade leva à perda de massa muscular, o que faz com que o paciente fique ainda mais indisposto. Um programa de exercícios aeróbicos ajuda o paciente a se sentir melhor e a diminuir a fadiga. É importante lembrar que todo exercício precisa ser monitorado por um profissional, feito de acordo com cada pessoa”, alerta a profissional.

Ainda, a endorfina produzida pela atividade física tem uma potente ação analgésica, e quando é liberada, traz uma sensação de bem-estar, conforto e melhora o humor.

Fonte: Micheline Oliveira, médica especialista em esporte e exercício.

Sobre o autor

Julia Moraes
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em fitness, saúde mental e emocional.

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