Quem faz jejum intermitente vive mais, diz estudo

27 de novembro, 2019

De todas as tendências de saúde, dietas da moda e mudanças no estilo de vida citadas por seus benefícios, há um em particular que parece estar sempre no topo: o jejum intermitente (JI). 

Mesmo sendo chamado de dieta, esse estilo de jejum é, na verdade, uma estratégia nutricional. É caracterizado por períodos alternados de jejum e alimentação regular, a fim de melhorar a composição corporal e saúde geral.

O jejum intermitente funciona porque carboidratos, particularmente açúcares e grãos refinados, são rapidamente transformados em açúcar, que usamos para ter energia. Se não utilizamos todo o estoque, armazenamos esse açúcar em nossas células adiposas como gordura.

Jejum e longevidade

De acordo com um novo estudo, a longevidade pode ser outro efeito colateral positivo de quem faz jejum intermitente. Descobertas sugeriram que pacientes com cateterismo cardíaco que jejuavam regularmente tinham uma taxa de sobrevivência melhor do que os pacientes que não tinham. A análise foi realizada pelo Instituto Healthcare Heart, em Salt Lake, nos Estados Unidos. 

A pesquisa observou o estilo de vida de 2.001 pacientes submetidos a cateterismo cardíaco ao longo de dois anos (incluindo se jejuaram). Em seguida, acompanhou os pacientes quatro anos e meio depois.

Assim, os especialistas descobriram que o jejum intermitente estava associado a maiores taxas de sobrevida e a menos diagnósticos de insuficiência cardíaca nos pacientes em comparação com os que não jejuavam.

Além disso, os resultados sugerem que o jejum consistente e de longo prazo pode melhorar a capacidade do corpo de funcionar. Isso porque, de acordo com a análise, leva cerca de 12 horas para o corpo entrar no modo jejum. Mas, quanto mais seu corpo se acostumar a jejuar, mais rápido ele entrará nesse estado. 

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Por que é importante?

Com tantos métodos diferentes de JI, essas descobertas oferecem outro motivo promissor para que as pessoas adotem uma mudança relativamente fácil que possa obter resultados impressionantes.

Da mesma forma, quem faz jejum intermitente pode se beneficiar de alívio de sintomas de diabetes e doença arterial coronariana. Portanto, este estudo é mais um exemplo de como descobrimos que o jejum pode levar a melhores resultados para a saúde e vida mais longa.

Com isso, os especialistas querem aprofundar algumas das descobertas deste estudo. Ou seja, como o corpo se adapta ao jejum por um longo período de tempo.

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