Piercing na boca: entenda quais são os cuidados

14 de janeiro, 2022

Colocar piercings e fazer tatuagem é muito comum nos dias de hoje. No entanto, colocar um piercing na boca, língua, freio labial e bochechas, requer uma série de cuidados

O processo de cicatrização do furo irá depender diretamente dos cuidados iniciais, logo após a perfuração do piercing na boca. Por isso, a higienização do local é fundamental.

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Higienização do piercing na boca

“Durante as primeiras semanas, limpe a área, no mínimo, três vezes ao dia. Nas regiões externas da boca, utilize um algodão com água e sabonete neutro antibacteriano. Na parte interna, o ideal é embeber uma gaze em soro fisiológico. Antes de fazer a limpeza é imprescindível higienizar bem as mãos para não expôr o local a mais bactérias”, afirma Ricardo Almeida, cirurgião-dentista.

Assim, os tecidos da boca são extremamente sensíveis, portanto, com a colocação do piercing na boca, pode haver inchaço e dores na área perfurada. O aumento da produção de saliva também é natural nestes casos. Para aliviar o incômodo, opte por comer alimentos mais frios e fáceis de mastigar, como sorvetes e gelatinas, por exemplo.

“Uma higienização bucal adequada deve ser rotina para quem usa o acessório, independentemente de qual parte da boca ele esteja. É preciso evitar ao máximo o acúmulo de resíduos de alimentos ao redor do piercing, especialmente, na língua”, alerta Almeida.

A escovação também deve ser mais cuidadosa, para evitar bater a escova de dentes com muita força contra a jóia. “O uso de enxaguantes bucais pode ajudar no processo de cicatrização, devido à sua ação bactericida, porém, escolha produtos sem álcool, para não provocar ardência no local recém perfurado, como é o caso da linha Clinexidin da Dentalclean, específica para pós-cirúrgico e cicatrização”, destaca.

O que fazer após a cicatrização?

Depois que o tecido estiver cicatrizado, a retirada do piercing deve sempre ser feita frequentemente. Assim, a limpeza no local do furo poderá ser feita de forma mais completa. O corpo reage ao piercing na boca considerando-o um corpo estranho e tentando expelí-lo, dessa forma, há a chance do organismo não se adaptar ao acessório. Isso pode resultar em inflamações e infecções do tecido oral, mesmo quando os cuidados são tomados adequadamente.

O profissional orienta que o acúmulo de placa (biofilme) na jóia, ou na região do furo, pode produzir uma reação inflamatória que pode induzir uma rejeição ao piercing. “Portanto, mantenha ele sempre bem higienizado. O uso de um enxaguante bucal, pode auxiliar na manutenção da higiene, mas não deve ser adotado como única forma de limpeza”. O atrito entre a jóia e a gengiva, ou os dentes, também pode ocasionar problemas. “Traumas dentários, fraturas e lesões, ao bater o piercing contra o dente, danos à mucosa, devido ao hábito de girar o acessório, além de aftas e ferimentos na gengiva, são algumas das possíveis complicações”, ressalta o profissional.

E quem usa aparelho dentário?

Por fim, para quem usa aparelho dentário, o dentista orienta que é preciso pensar muito bem no local onde será feita a perfuração. “Dependendo da área, a jóia pode enroscar no fio ortodôntico ou em outros acessórios do aparelho, causando acidentes e ainda abrindo espaços, o que poderá interferir no tratamento. Então, antes de decidir colocar um piercing na boca, converse com o seu dentista e lembre-se: quando for fazer a perfuração, procure um profissional qualificado e que utilize antissépticos e materiais devidamente esterilizados”.

Fonte: Ricardo Almeida, cirurgião-dentista.

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