Pessoas com fibromialgia são reconhecidas como PcD no DF

Saúde
25 de Março, 2024
Pessoas com fibromialgia são reconhecidas como PcD no DF

Pessoas com fibromialgia passaram a ser reconhecidas como pessoas com deficiência (PcD) no Distrito Federal. Na prática, os fibromiálgicos agora podem receber alguns benefícios do governo, como isenção fiscal do IPVA e atendimento prioritário à saúde, por exemplo. Além da capital federal, outros estados brasileiros também já aprovaram a lei, como Paraíba e Acre.

Leia mais: Diagnóstico da fibromialgia: por que é tão difícil identificar a doença?

O que é a fibromialgia?

A fibromialgia (FM) faz parte do rol de doenças misteriosas para a medicina, pois não existem causas definidas ou estudos com conclusões certeiras sobre a origem da enfermidade. É uma doença reumatológica que afeta a musculatura, causando sobretudo dor. Além disso, sabe-se que a prevalência é mais comum entre mulheres e aumenta conforme a idade.

Sintomas que pessoas com fibromialgia enfrentam

As dores podem atingir todo o corpo, como se fossem uma forte gripe que causa mal-estar. Quem sofre com a condição afirma que sente a dor “nos ossos”, “na carne” ou ao redor das articulações. Além disso, pacientes relatam sensações de inchaço e de sensibilidade ao toque, mesmo não havendo sinais clínicos de uma possível artrite. Em geral, a pessoa sente dificuldade em identificar quando começou a dor e sua evolução (por exemplo, se o incômodo começou de forma isolada e depois alastrou para outras áreas). Outros sinais são:

  • Fadiga crônica
  • Dor de cabeça e dificuldade de concentração
  • Crises constantes de dor

Tratamento é fundamental

A fibromialgia é uma doença crônica, que irá acompanhar o indivíduo por longos períodos se não for devidamente controlada. Os episódios de dor, acompanhados da constante sensibilidade nos músculos, tendões e articulações, levam o paciente à exaustão.

Por falta de conhecimento, muitas pessoas pensam que o problema desaparecerá sozinho ou, ainda, parte dos portadores se acostuma a conviver com a dor e deixa o tratamento de lado. Como resultado, a pessoa poderá desenvolver fadiga crônica, distúrbios do sono e problemas emocionais como depressão e ansiedade.

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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