Madonna está na UTI por infecção bacteriana; quais os riscos?

Saúde
28 de Junho, 2023
Madonna está na UTI por infecção bacteriana; quais os riscos?

Nesta quarta (28), Guy Oseary, empresário de Madonna, fez uma postagem no Instagram que preocupou os fãs. A cantora está internada na UTI desde o último sábado devido a uma infecção bacteriana.

Sem dar muitos detalhes sobre o quadro, Oseary informou que a infecção é “séria, que causou uma internação de vários dias na UTI”. Apesar da gravidade, o empresário afirma que a saúde de Madonna “está melhorando, mas ela segue recebendo cuidados médicos”.

Por causa do imprevisto, os compromissos da artista, incluindo o início da turnê Celebration, foram adiados.

Veja também: Bactéria pode ter relação com endometriose, diz estudo

Por que uma infecção bacteriana, como a de Madonna, pode ser perigosa?

Embora não se saiba sobre o local acometido pela infecção bacteriana, a condição pode evoluir para uma sepse, uma das principais causas de morte, perdendo apenas para doenças cardiovasculares.

Por exemplo, uma infecção urinária sem tratamento, de diagnóstico tardio ou mal tratada pode se espalhar para outros locais. Como resultado, a pessoa enfrenta a sepse, ou infecção generalizada, capaz de levar à falência de órgãos e à morte.

Além disso, outro cenário pode agravar a infecção bacteriana. Um relatório de 2022 da Organização Mundial da Saúde apontou que as bactérias causadoras da sepse estão mais resistentes, o que pode dificultar a resposta do organismo aos antibióticos. A conclusão vem de uma análise de dados de 2022, coletados de 87 países.

Dentre as bactérias citadas no material, estão as responsáveis pela gonorreia, por infecções hospitalares e urinárias. “A resistência antimicrobiana enfraquece a medicina e coloca milhões de vidas em risco”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS em comunicado oficial.

A constatação não vem apenas da OMS, mas foi observada pela Fiocruz. Durante a pandemia, a fundação apontou o crescimento da resistência bacteriana.

“Durante a pandemia, houve aumento no volume de pacientes internados em estado grave e por longos períodos, que apresentam maior risco de infecção hospitalar. Também houve aumento no uso de antibióticos, o que eleva a pressão seletiva sobre as bactérias. É um cenário que favorece a disseminação da resistência, agravando ainda mais um problema de alto impacto na saúde pública”, disse a chefe do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar, Ana Paula Assef, ao portal da Fiocruz.

Como prevenir as complicações da doença?

Embora alguns tipos de infecção sejam assintomáticos ou com sintomas pouco específicos, a presença de febre alta e persistente é um sinal importante para buscar ajuda médica imediata.

Afinal, dependendo do tipo de bactéria, local acometido e tempo da infecção, a pessoa pode ser hospitalizada na UTI, assim como Madonna. O objetivo é acompanhar a ação dos medicamentos sobre o indivíduo e os sinais vitais, como pressão arterial e batimentos cardíacos.

Além disso, garante o tratamento e administração correta dos fármacos, algo essencial para a recuperação do paciente.

Referências: Fiocruz; Organização Pan-Americana da Saúde; e Ministério da Saúde.

 

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