Ministério da Saúde lança Guia Alimentar para crianças

De acordo com o Ministério da Saúde, 4,4 milhões de crianças estão acima do peso no Brasil. Mais de 2 milhões têm sobrepeso, cerca de 1 milhão tem obesidade e, aproximadamente, 750 mil crianças tem obesidade infantil grave. 

Os números são alarmantes e podem ser encontrados no novo Guia Alimentar para crianças menores de 2 anos, disponibilizado pelo Ministério da Saúde. O guia foi lançado juntamente com a 1ª Campanha Nacional de Prevenção da Obesidade Infantil, no dia 13 de novembro. 

O documento traz recomendações para que adultos e crianças tenham uma alimentação saudável. A nova versão tem uma linguagem mais voltada às famílias do que aos profissionais de saúde. Uma das principais recomendações é a de não oferecer açúcar nem alimentos ultraprocessados até a criança completar, pelo menos, 2 anos de vida, além de reforçar a importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses do bebê.

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Também recomenda o consumo de alimentos de acordo com grau de processamento: quanto mais natural, maior deve ser o espaço no prato e o quanto mais processado, menor o consumo.

Além da questão alimentar, o guia destaca o sedentarismo como uma das principais causas desse quadro. Com a popularização da internet e de equipamentos tecnológicos, as atividades físicas sofreram mudanças negativas ao longo do tempo. Dados nacionais indicam, por exemplo, que apenas 24% de crianças e jovens relatam ficar menos de duas horas por dia em frente a telas. 

12 passos para a alimentação saudável para crianças, de acordo com o Ministério da Saúde

  • Amamentar até 2 anos ou mais, oferecendo somente o leite materno até 6 meses.
  • Oferecer alimentos in natura ou minimamente processados, além do leite materno, a partir dos 6 meses.
  • Dar água própria para o consumo à criança em vez de sucos, refrigerantes e outras bebida açucaradas.
  • Oferecer a comida amassada quando a criança começar a comer outros alimentos além do leite materno.
  • Não oferecer açúcar nem preparações ou produtos que contenham açúcar à criança até 2 anos de idade.
  • Não oferecer alimentos ultraprocessados para a criança.
  • Cozinhar a mesma comida para a criança e para a família.
  • Zelar para que a hora da alimentação da criança seja um momento de experiências positivas, aprendizado e afeto junto da família.
  • Prestar atenção aos sinais de fome e saciedade da criança e conversar com ela durante a refeição.
  • Cuidar da higiene em todas as etapas da alimentação da criança e da família.
  • Garantir à criança alimentação adequada e saudável também fora de casa.
  • Proteger a criança da publicidade de alimentos.

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