Grávida pode doar sangue? Doação de sangue na gravidez

Gravidez e maternidade Saúde
27 de Janeiro, 2022
Grávida pode doar sangue? Doação de sangue na gravidez

Doação de sangue é um gesto de cuidado com o próximo e ajuda a salvar vidas. Muitas mulheres que doam sangue regularmente se questionam quanto à segurança da prática durante a gestação. O corpo feminino enfrenta diversas mudanças para acolher o bebê, entre elas a produção de sangue. Na gravidez, o volume de sangue pode aumentar de 30% a 50% para suprir a demanda do feto. Mas, será que grávida pode doar sangue?

Grávida pode doar sangue?

Se tenho mais sangue na gravidez, então posso doá-lo? Essa lógica até faria sentido, pois se temos mais sangue, não haveria problema em fazer uma doação, certo? Mas a resposta é não. Em todas as fases da gestação, o corpo da mulher está em constante transformação, o que torna o organismo sensível e suscetível a alterações no sistema imunológico. 

Um dos problemas mais comuns que podem surgir nesse período é a anemia. A falta de ferro e de outros nutrientes no organismo, mesmo com o aumento da produção de sangue, é prejudicial à mãe e ao desenvolvimento do bebê. 

Por isso, é importante estar com os exames em dia e, se possível, possuir acompanhamento nutricional para evitar deficiências na alimentação.

Leia também: Qual a diferença entre doula, parteira e obstetriz?

Quanto tempo preciso esperar para doar novamente?

É importante aguardar o desmame do bebê, pois a fase do aleitamento materno também exige muito do organismo feminino para a produção do leite. O corpo continua experimentando mudanças importantes: o puerpério altera o ciclo do sono da mamãe e a rotina, que torna-se muito dedicada ao bebê. Logo a doação de sangue não é recomendada, porque pode descompensar a quantidade de ferro e de outros nutrientes essenciais para a qualidade do leite materno. 

Por essa razão, é recomendado aguardar o primeiro ano do bebê para reconsiderar a doação de sangue. Consulte sempre seu médico sobre o melhor momento para este e outros procedimentos, pois cada mulher é única e o profissional oferecerá a orientação mais assertiva para o seu caso, o.k.?

Fonte: Ana Paula Mondragon, médica ginecologista e obstetra pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e especialista em Medicina Fetal pelo Centro de Estudos Fetus, em São Paulo. Atende atualmente na Clínica Premium Life, em Santo André (SP).

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