FoMO: O medo de ficar por fora que pode causar depressão

17 de setembro, 2019

Quantas vezes você usa as redes sociais por dia, especialmente o perfil de amigos, famosos e até desconhecidos? Se você já se sentiu inquieto pela sensação de estar perdendo o que os outros estão fazendo, saiba que este sentimento tem nome: FoMO.

A sigla vem do termo “fear of missing out”, que, em português, quer dizer algo como “medo de ficar de fora”. Ela foi cunhada em 2000 pelo estrategista de marketing norte-americano Dan Herman. Nos anos seguintes, os pesquisadores de Harvard e Oxford, Patrick McGinnis e Andrew Przybylski, respectivamente, definiram o FoMO como um desejo de estar permanentemente conectado com o que os outros estão fazendo.

Basta estar conectado para cair na armadilha de acreditar que o mundo inteiro está se divertido muito mais do que você – e sofrer por isso.

Segundo um estudo divulgado em 2016 feito pelo departamento de Psicologia da Universidade de Essex, no Reino Unido, 75% dos indivíduos adultos já passaram por esse incômodo.

O problema começa quando cobiçar o que outro faz passa a paralisar.

Estudos associaram o uso das mídias sociais à depressão, ansiedade, pior qualidade do sono, menor auto-estima, falta de atenção e hiperatividade – geralmente em adolescentes e jovens adultos de até 34 anos, mas pode aparecer em todas as faixas etárias. 

Tais comportamentos são observados especialmente em pessoas que já parecem ter dificuldades com emoções negativas e um sentimento de pertencimento.

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FoMO é real

O medo de perder, ou FoMO, é um dos efeitos na saúde mental que está fortemente relacionado ao uso das mídias sociais.

Amy Summerville, professora PhD de psicologia na Universidade de Miami, nos Estados Unidos, é uma das estudiosas em questões de arrependimento e psicologia do “que poderia ter sido”.

Ela explica que o FoMO é uma extensão de questões maiores de inclusão e posição social. Uma vez que nossas necessidades básicas sejam atendidas, como comida, abrigo e água, a necessidade de inclusão e interação social aparece logo ali, diz ela.

“A experiência FoMO especificamente é esse sentimento de que eu pessoalmente poderia estar lá e não estava. Eu acho que parte do motivo que é realmente poderoso é essa dica de que talvez não estejamos sendo incluídos por pessoas com quem temos importantes relações sociais “, afirma a especialista em seu artigo.

Como diagnosticar

Para diagnosticar uma pessoa com o FoMO é preciso, assim como com outras síndromes, procurar ajuda de um especialista, neste caso um psicólogo. 

No entanto, alguns sintomas mais intensos podem ser observados pelo próprio usuário ou pela família e amigos.

  • Pessoas com FoMO têm uma necessidade constante de se atualizar nas redes sociais, mesmo no meio da noite, no trabalho ou durante as refeições e convívio com outras pessoas.
  • Em muitos casos, tais ficam mais distraídos, seja ao conversar pessoalmente com alguém em casa, durante as aulas e em reuniões. 
  • Sentir inveja e inferioridade, fazendo comparações frequentes com outras pessoas das redes sociais também podem acontecer. 

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