Dor de cabeça na gravidez: é normal? Veja como aliviar
Para a maioria das mulheres, a gestação é um período marcado por sintomas característicos e desconfortáveis que vão além do enjoo, como a dor de cabeça, por exemplo. Ela pode ser causada por fatores simples e de fácil resolução, como a desidratação, e até mesmo pode indicar questões mais complexas de saúde, como a pré-eclâmpsia. Mas afinal, como saber se a dor de cabeça na gravidez é preocupante? Como amenizá-la? Confira a seguir!
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Dor de cabeça na gravidez: possíveis causas
Adaptações hormonais
Para promover o ambiente ideal para o desenvolvimento do bebê, o corpo da mulher passa por grandes mudanças. Uma delas é aumentar a produção de hormônio. Contudo, essa flutuação dos níveis hormonais podem causar dor de cabeça, que se torna mais comum no primeiro trimestre. Somado às alterações físicas, existem também possíveis situações que causam estresse e/ou ansiedade e que podem contribuir ainda mais para o surgimento de cefaleias.
Mas, nesses casos, embora incomoda, a dor de cabeça não deve ser motivo de preocupação. Porém, seja cuidadosa na avaliação e acompanhe se as dores são muito constantes, indicando o momento de procurar ajuda médica para avaliar a causa à fundo.
Fome
Já ouviu a expressão “grávida come por dois”? Embora a proporção não seja exatamente o dobro, durante a gestação o organismo materno aumenta as necessidades nutricionais. Esse cenário demanda mais energia e disposição da mãe, que gradativamente tende a comer porções maiores e, em alguns casos, em períodos mais curtos.
Dessa forma, ao passar um tempo maior sem comida, o corpo começa a utilizar as reservas de açúcar presentes no corpo, o que provoca dor de cabeça pela hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue). Esse sinalizador não é exclusivo das gestantes e também pode ser observado tanto em adultos, quanto em crianças.
Desidratação pode causar dor de cabeça na gravidez
A desidratação pode acontecer quando a gestante fica longos períodos sem ingestão de líquido. Além disso, duas condições da gravidez aumentam a necessidade de urinar: aumento do hormônio hCG e a compressão da bexiga pelo útero, à medida que o bebê cresce.
Juntos, esses dois fatores fazem com que a mulher elimine mais líquido que o normal, e portanto, tenha que aumentar também a sua necessidade de reposição hídrica. Dessa forma, essa reposição pode ser feita por meio de água, chás e sucos naturais.
Cansaço
Sob constantes transformações, o corpo da mulher precisa de um descanso adequado na gestação. Mas quando isso não acontece, a dor de cabeça pode sinalizar que é o momento de desacelerar a mente e descansar. Dessa forma, sono de qualidade e repouso adequado podem contribuir com a sensação de bem-estar da futura mamãe, afastando a dor de cabeça indesejável.
Pré-eclâmpsia
A condição, que afeta de 5 a 10% das grávidas, costuma dar os primeiros sinais a partir da 20º semana de gestação e está relacionada à pressão alta, acima de 140/90 mmHg. A pré-eclâmpsia é grave e provoca a presença de proteína na urina (proteinúria), o que significa que os rins não estão funcionando corretamente.
Portanto, se além da dor de cabeça, a gestante apresentar inchaço, retenção de líquido e principalmente pressão alta, deve buscar atendimento em uma unidade de pronto atendimento médico. A análise clínica seguida de exames laboratoriais complementam o diagnóstico, avaliando principalmente a perda de proteína na urina.
O que fazer para aliviar a dor de cabeça na gestação?
Antes de recorrer a fármacos para aliviar o mal-estar, a gestante deve primeiro recorrer aos métodos mais tradicionais. Alguns deles são:
- Se hidratar;
- Fazer repouso;
- Se alimentar com comida saudável e leve;
- Fazer compressas de água quente;
- E por fim, exercícios físicos leves.
Caso a dor de cabeça não cesse, é o momento de procurar atendimento médico para investigar as possíveis causas. O medicamento, no entanto, deve vir em última instância e somente por prescrição médica. Isso porque alguns remédios como aspirina e ibuprofeno são contraindicados na gravidez.
Dados do Manual MSD Saúde indicam que menos de 2% a 3% de todos os defeitos congênitos são causados por medicamentos que foram tomados para tratar uma doença ou sintoma.