Frequentemente confundida com obesidade, o lipedema é uma doença que afeta 1 em cada 10 mulheres, o que soma cerca de 5 milhões de brasileiras, segundo a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica). A principal característica da doença é o acúmulo de gordura em regiões como pernas e braços — situação que também prejudica a autoimagem. No entanto, a dieta saudável pode ser uma grande aliada no tratamento de lipedema. Entenda a seguir!
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O lipedema é uma doença crônica e progressiva. Embora as causas não sejam amplamente conhecidas, sabe-se que existe o fator hormonal e genético contribuem com o desenvolvimento da condição. Os efeitos do lipedema, no entanto, vão muito além do acúmulo de gordura nas pernas e se estendem a uma série de sintomas que prejudicam a qualidade de vida de quem tem. Alguns exemplos são: dores, sensação de peso nas pernas, coceira, marcas vermelhas ou roxas e inflamações recorrentes.
Mas é justamente nesse último tópico – inflamações recorrentes –, que a alimentação pode contribuir com o tratamento de forma significativa. Isso porque tudo que consumimos tem um potencial de inflamar ou não o nosso organismo. Portanto, ao adotar uma dieta que elimina itens inflamatórios, o paciente pode obter melhora nos sintomas e na condução da evolução da doença.

A alimentação saudável é um dos pilares do tratamento para lipedema. Nela, a prioridade são os alimentos naturais ou minimamente processados, sendo que as comidas anti-inflamatórias ganham um destaque especial. A dieta para lipedema é composta por:
A dieta mediterrânea, por exemplo, é uma ótima forma de seguir um padrão alimentar saudável e diversificado que ajuda no controle do lipedema.
A alimentação inflamatória é largamente conhecida como não saudável. É aquela que carrega altos níveis de açúcar ou sal, além de gorduras ruins e itens ultraprocessados. A seguir, veja os alimentos que pioram ainda mais o quadro de lipedema:
Por fim, algumas medidas que podem ajudar a reduzir o risco de agravamento e melhorar o bem-estar das pessoas que já têm a condição. Confira as recomendações a seguir:
Por fim, o tratamento de lipedema deve ser abordado de forma individualizada, com o acompanhamento de uma equipe de profissionais de saúde especializados, como médicos, dermatologistas, cirurgiões vasculares, fisioterapeutas e nutricionistas.
Fonte: Fernanda Maniero, nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera.