Como saber se a glicose está alta ou baixa?

Saúde
18 de Agosto, 2026
Como saber se a glicose está alta ou baixa?

Quem convive com diabetes costuma ouvir muito sobre “controlar a glicose”. Mas, na prática, nem sempre é fácil perceber quando ela saiu da faixa recomendada. 

Em alguns momentos, o açúcar no sangue pode subir além do ideal. Em outros, pode cair mais do que deveria. As duas situações merecem atenção, mas costumam provocar sinais diferentes e pedem cuidados específicos. 

Aprender a reconhecer esses sinais é uma forma importante de cuidar da saúde no dia a dia. 

Hiperglicemia: quando o açúcar passa do ideal 

A hiperglicemia acontece quando há excesso de glicose circulando no sangue. Ela costuma se desenvolver aos poucos e, muitas vezes, não provoca sintomas logo no início. 

Quando a glicose permanece elevada, o organismo pode dar alguns sinais, como: 

  • sede intensa 
  • vontade frequente de urinar 
  • fome aumentada 
  • cansaço 
  • visão embaçada 
  • perda de peso sem causa aparente 

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o diabetes é diagnosticado quando a glicemia de jejum é igual ou superior a 126 mg/dL. Já valores entre 100 e 125 mg/dL indicam uma alteração que merece acompanhamento. 

Depois das refeições, a recomendação é manter a glicemia abaixo de 180 mg/dL, cerca de duas horas após o início da refeição. 

O que ajuda a manter a glicose mais estável 

Embora o tratamento seja individualizado, alguns hábitos contribuem para evitar grandes elevações da glicose: 

  • priorizar alimentos ricos em fibras 
  • reduzir bebidas açucaradas 
  • praticar atividade física regularmente 
  • evitar passar muitas horas seguidas sentado 
  • seguir corretamente o tratamento orientado pela equipe de saúde 

Hipoglicemia: quando o açúcar cai abaixo do seguro 

A hipoglicemia acontece quando a glicose cai abaixo de 70 mg/dL. Ela costuma surgir de forma rápida e é mais frequente em pessoas que usam insulina ou medicamentos da classe das sulfonilureias. 

Os sintomas aparecem porque o cérebro depende prioritariamente da glicose para funcionar normalmente. Entre os sinais mais comuns estão: 

  • tremores 
  • suor frio 
  • palpitações 
  • fome repentina 
  • tontura 
  • dificuldade para se concentrar 
  • confusão mental 
  • visão embaçada 

Em pessoas idosas, a atenção deve ser ainda maior, pois o risco de episódios de hipoglicemia costuma ser mais elevado. 

É possível prevenir esses episódios? 

Na maioria das vezes, sim. No entanto, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de hipoglicemia: 

  • não ficar longos períodos sem comer nada  
  • manter os horários das refeições   
  • seguir os horários dos medicamentos e da insulina  
  • acompanhar a glicose antes e depois de atividades físicas mais intensas  
  • estar sempre com uma fonte de carboidrato de rápida absorção, como uma bala mastigável

Quem dirige também deve conferir se a glicose está em um nível seguro antes de iniciar o trajeto, visto que a hipoglicemia pode comprometer a atenção e os reflexos. 

Você pode ter o seu medidor de glicose em casa para aferir a glicemia antes de pegar o carro.  

Conhecer os sinais faz parte do tratamento 

Cuidar do diabetes não significa apenas acompanhar os resultados dos exames, mas também envolve aprender a reconhecer como o próprio corpo reage quando a glicose sobe ou cai. 

Quanto mais cedo esses sinais são identificados, mais rápido é possível agir e reduzir o risco de complicações. 

Dessa maneira, em caso de dúvidas sobre o manejo da glicose ou sobre o uso dos medicamentos, conte com a orientação da sua equipe de saúde.  

O farmacêutico também pode ser um importante ponto de apoio nessa rotina. 

Referências: 

  • Diagnóstico de diabetes mellitus. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2024). DOI: 10.29327/5412848.2024-1. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-de-diabetes-mellitus/?generate_pdf=17554 
  • Terapia Nutricional no Pré-Diabetes e no Diabetes Mellitus Tipo 2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023). DOI: 10.29327/5238993.2023-8. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/terapia-nutricional-no-pre-diabetes-e-no-diabetes-mellitus-tipo-2/ 

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