Colágeno marinho e bovino: Entenda as diferenças

23 de dezembro, 2021

Você sabia que aproximadamente um terço da proteína do nosso corpo é colágeno? Assim, o colágeno tem função estrutural, protege outros tecidos menos resistentes e permite a conexão com o esqueleto ósseo. Além disso, possui inúmeros atributos: deixa a pele resistente e elástica, reforça tendões e ligamentos que unem os músculos aos ossos, sustenta os órgãos internos, compõe a parede das artérias e está nas membranas celulares. Ossos e dentes são feitos pela adição de minerais à matriz de colágeno, e 75% da pele é composta por esta proteína. Mas, entre os diversos tipos encontrados no mercado, existe o colágeno marinho e o bovino.

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Colágeno marinho e bovino

O colágeno bovino é um produto de origem animal, e é basicamente extraído da pele, das cartilagens e dos tendões de bois, aves e suínos. Já o colágeno marinho é extraído da pele e das escamas dos peixes.

Segundo Tamara Mazaracki, especialista em Nutrologia, a maior diferença entre os dois suplementos de colágeno é a fonte – os benefícios para a saúde são iguais. Dessa forma, as moléculas de colágeno são estruturalmente semelhantes, independentemente da fonte. 

Indicações

Por ser uma proteína de fácil digestão e assimilação, o colágeno é um suplemento alimentar com inúmeras indicações na área de saúde. Porém, com o passar dos anos, ocorre uma redução gradual de colágeno nos tecidos corporais, e ele também sofre em qualidade, tornando-se menos elástico e hidratado. Assim, o colágeno suplementar é usado para prevenir a degradação do colágeno corporal, ajudando a manter pele, tendões, ossos e ligamentos mais saudáveis. 

O colágeno desempenha um papel importante na prevenção e no tratamento de dores articulares, artrose e osteoporose, e tem sido utilizado para minimizar a ocorrência de lesões na idade avançada e em atletas. Ele também atua no fortalecimento de unhas frágeis, promove maior resistência, espessura, crescimento e brilho aos cabelos, e a pele adquire mais tônus e hidratação. 

Outro destaque é que ele desempenha um papel fundamental na reconstrução e no fortalecimento do revestimento do trato digestivo, pois contém aminoácidos, como glicina e glutamina, essenciais para o seu reparo. Pesquisas mostram que o colágeno pode corrigir a disfunção da barreira intestinal e reduzir a inflamação local. Um estudo de 2020 (Journal of Functional Foods) encontrou uma correlação entre a suplementação de peptídeos de colágeno e a saúde da microbiota intestinal, com aumento da produção de ácidos graxos de cadeia curta, que atuam diretamente na reparação do órgão.

Fonte: Tamara Mazaracki, especialista em Nutrologia e membro da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). 

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