Bullying na escola: o que é e como combater

Bem-estar Equilíbrio
04 de Abril, 2022
Bullying na escola: o que é e como combater

Recentemente, um estudante de 13 anos esfaqueou dois colegas de sala em uma escola particular, na zona Leste de São Paulo. Após o ocorrido, o aluno afirmou em depoimento à polícia que sofria bullying na escola. 

Existem diversos casos como este, na qual as vítimas de bullying atacam outras pessoas fisicamente, como forma de defesa – principalmente crianças e adolescentes.

De acordo com a psicóloga Deise Moraes Saluti, uma criança ferida também é capaz de ferir outras. “Imagine o quanto esse estudante estava adoecido para precisar praticar tal atrocidade contra seu colega. O quão sofrida deve ser a vida dessa criança para não suportar ver em seus amigos um sorriso ou uma alegria. Não precisamos de muitas horas de sessão terapêutica para descobrir um emocional totalmente abalado, um psicológico conturbado e muitas falhas psíquicas para entender os reais motivos de desespero por parte de quem pratica esses crimes”, diz. 

O que é bullying?

Em primeiro lugar, a palavra bullying é derivada do termo em inglês Bully, que significa tirano, brigão ou valentão. Dessa forma, o bullying está ligado diretamente à discriminação por raça, sexo, religião, financeira e outras. 

“Destacamos como uma forma mais comum de bullying as agressões verbais que, em muitos casos, levam também a agressões físicas. Praticar bullying é caracterizado como crime de injúria”, explica a psicóloga. 

Inclusive, a Lei 13.185, foi criada para conscientizar as pessoas a não praticarem bullying. Assim, através de campanhas, oferecendo apoio às famílias e evitando punições aos agressores. O objetivo principal da lei é acabar com as agressões por meio da conscientização.

O que leva uma criança a praticar bullying?

Há inúmeros motivos para o autor do bullying praticá-lo e, na maioria das vezes, são fatores externos.

Pelo fato de se sentir inferior, a criança busca nas vítimas características que são “fora dos padrões”, como por exemplo, peso, altura, cabelo, problemas de dicção, entre outros, para se sentir superior. 

Desse modo, os autores do bullying buscam uma forma de se sentir popular e superior às outras crianças.

O ambiente familiar pode afetar negativamente a saúde mental das crianças. Principalmente quando a criança cresce em um lar violento, presenciando agressões verbais e físicas nos lares.

“Além disso, as crianças que praticam essas atitudes, podem sofrer fora do ambiente escolar diversas formas de julgamento, preconceito e serem inferiorizados pelos pais, por exemplo. Isso causa uma necessidade de inferiorizar seus colegas para compensar suas emoções negativas”, ressalta Deise Moraes.

Ou seja, apesar da inocência, uma criança que pratica bullying enxerga essa prática maldosa como forma de se “vingar” e colocar os sentimentos para fora. “É nesse momento que identificamos uma saúde mental e emocional muito abalada, precisando de cuidados psicológicos e psiquiátricos na maioria das vezes”, afirma a especialista.

Leia também: Saúde mental das crianças: Entenda a importância

Como combater o bullying na escola

Para combater o bullying na escola, o ideal é que tanto o autor da prática quanto a vítima façam tratamento psicológico. 

“Na psicologia trabalhamos os esquemas iniciais desadaptativos, que fala sobre o sentimento de defectividade e vergonha. Isto é, o motivo pelo qual o indivíduo se sente defeituoso, mau, indesejável, inferior ou incapaz. As características mais encontradas em crianças que praticam bullying são de egoísmo, impulsos raivosos ou de se sentir inadequado socialmente. Alguns desses indivíduos sentem que têm direitos especiais enquanto outros podem praticar ou se comportar de forma impulsiva ou indisciplinada”, aponta a psicóloga Deise Moraes.

Um dos pontos mais importantes é o apoio dos pais. Isso porque a privação de cuidados, empatia, orientação e privação podem acarretar consequências agressivas e tóxicas durante a infância, adolescência e na fase adulta. 

“Pais, acolham seus filhos de forma responsável. Não sobrecarregue-os emocionalmente com suas diferenças, pois, assim, eles acreditam que é correto tratar outras pessoas desse modo. Diálogo e parceria é a forma de conquistar a confiança e o coração de uma criança, quando eles não confiam eles tendem a se tornar adolescentes ou adultos inseguros e sentem medo de qualquer forma de relacionamento”, finaliza. 

Fonte: Deise Moraes Saluti, psicóloga, neuropsicopedagoga e escritora.

Sobre o autor

Julia Moraes
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em fitness, saúde mental e emocional.

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