A bronquite asmática, também chamada de asma brônquica ou apenas asma, é uma doença caracterizada por inflamação crônica e persistente das vias aéreas ou brônquios, que são os canais que levam o ar para dentro dos pulmões.
A Organização Mundial de Saúde avalia que entre 100 a 150 milhões de pessoas no mundo têm asma e este número está aumentando. A doença crônica ocorre em todas as idades e raças, entretanto é mais comum na infância. Por essa razão, é uma das principais causas de ausência na escola.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, felizmente, com a melhor compreensão da doença por parte dos pacientes e a distribuição de medicamentos para quem tem asma grave, vem-se observando uma queda no número de internações e mortes por asma no Brasil. Em uma década, o número de internações caiu 49%. Apesar disso, a disponibilização de tratamento adequado aos asmáticos ainda é restrita em muitos estados do país, sendo que um percentual muito grande da nossa população encontra-se sem o tratamento ideal.
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De acordo com a Dra. Denise Eri Onodera Vieira, pneumologista, a causa exata da asma ainda não é conhecida, mas acredita-se que sejam fatores genéticos, isto é, história familiar de alergia respiratória, além de fatores ambientais (contato com alérgenos).
Os fatores de risco ou fatores desencadeantes para as crises de asma mais comuns são a predisposição genética, com interação com fatores ambientais, como :
A pessoa com asma fica períodos sem sintomas, e períodos em “crises”. Assim, os sintomas dos momentos em “crise” são:
Os sintomas variam durante o dia e também ao longo do tempo, podem piorar à noite ou de madrugada , durante a atividade física e podem melhorar sozinhos ou com uso de medicações. As crises podem ser leves ou até muito graves, necessitando idas ao pronto-socorro.
A princípio, o diagnóstico da bronquite asmática é feito baseado nos sintomas, histórico familiar, exame físico e complementares, sendo a espirometria (ou prova de função pulmonar) o mais importante. Além disso, o início dos sintomas na infância, associação com rinite alérgica e/ou dermatite atópica, história de asma na família, aumentam a possibilidade do diagnóstico da doença.
Como exames complementares, o médico em geral solicita a espirometria, que é um exame que avalia a força do sopro antes e depois do uso das medicações para asma (broncodilatadores). O exame em geral é solicitado antes e 3-6 meses depois do início do tratamento . Exames sugestivos de reações alérgicas (dosagem de IgE por exemplo), também podem ser pedidos.
Embora não tenha cura, existem tratamentos que melhoram muito os sintomas da asma e proporcionam o controle e boa qualidade de vida. Dessa forma, o tratamento deve ser individualizado e, geralmente, é baseado em dois tipos de medicações:
Por fim, embora não seja possível prevenir a asma, é possível evitar as crises, fazendo boa prevenção dos fatores desencadeadores. É importante uma higiene completa da residência e local de trabalho, evitando contato com alérgenos ambientais. O tratamento não medicamentoso é indispensável, sendo sempre recomendados :
Fonte: Dra. Denise Eri Onodera Vieira, pneumologista do Hospital Dia Campo Limpo e AMA Especialidades Capão Redondo, gerenciados pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”.
Referências: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e Associação Brasileira de Asmáticos