O momento da vacinação tem tudo para ser temido pelas crianças e muito desconfortável para os pais. Embora os imunizantes possam causar efeitos colaterais, ainda assim, não se pode descuidar da imunização dos pequenos. Contudo, para tornar esse momento um pouco mais tranquilo, alguns pais podem se questionar sobre oferecer remédios antitérmicos e analgésicos antes da vacina para diminuir os riscos de febre, dor e desconforto. Mas será que essa prática apresenta riscos? Continue lendo e entenda.
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Ainda que a intenção seja proteger a criança da febre e do mal estar, não é recomendado oferecer remédios antitérmicos e analgésicos antes da vacinação. De acordo com um estudo publicado na revista científica Plos One, esse tipo de medicação pode atrapalhar ou diminuir os efeitos da vacinação e da resposta imunológica do organismo.
A medicação pode ser bem-vinda somente após a vacinação para os casos de febre acima de 38º graus e sob indicação médica. Nesse sentido, a Sociedade Brasileira de Pediatria faz uma ressalva: “Antitérmico deve ser administrado quando necessário, e nunca, repito, nunca, intercale antitérmico, se começou com um, continue com ele, se a febre voltar antes das 4 horas (horário da nova dose), hidrate e refresque a criança (pouca roupa).”
Contudo, uma vacina em específico pode ser administrada com o uso de analgésicos e antitérmicos previamente. É a vacina meningocócica B, administrada em hospitais privados, que provoca reações frequentes. Por isso, o fabricante já alertou que a eficácia do imunizante não é comprometida pelos medicamentos.
A maioria das vacinas utiliza partes inativadas ou enfraquecidas dos vírus em que se deseja obter proteção. Com essas baixas doses, o organismo é estimulado a produzir uma resposta, o que fortalece o sistema imunológico e o tornam mais fortes para o caso de uma nova infecção. Portanto, durante as 48h após a vacinação podem surgir alguns sintomas leves, que apesar de serem incômodos, não representam riscos para a saúde.
De forma geral, as vacinas apresentam reações parecidas como:
Referência: Sociedade Brasileira de Pediatria e Revista Científica Plos One.