Treinar até a falha em todos os treinos é recomendado?

Bem-estar Movimento
23 de Agosto, 2022
Treinar até a falha em todos os treinos é recomendado?

Se você começou a praticar exercícios físicos, provavelmente já ouviu sobre treinar até a falha. É uma das melhores estratégias para ganhar massa muscular, mas você sabe o que isso significa?

Basicamente, treinar até a falha consiste em realizar uma quantidade de repetições durante as séries até o músculo não aguentar continuar. Ou seja, é como se ele literalmente falhasse.

Dessa maneira, é uma ótima opção para quem está começando a treinar. Pois ajuda o organismo a ganhar energia e a aumentar a força muscular.

Geralmente, as pessoas aumentam a carga para chegar na última repetição sem aguentar, ou diminuem o peso e realizam repetições até alcançar a fadiga. 

Leia também: Efeito platô no treino: O que é e como quebrá-lo

Mas pode treinar até a falha em todos os treinos?

Antes de mais nada, é importante frisar que para treinar até a falha, você deve ter o acompanhamento de um profissional, tanto de nutricionista quanto de educador físico. Com o acompanhamento de um especialista, é possível evitar problemas como lesões, por exemplo.

De acordo com Bianca Pichirilli, educadora física da Vitat, treinar até a fadiga é recomendado em treinos de força. “Todos os músculos apresentam melhor resistência e melhor ganho de força quando estimulados até a falha”, diz.

Existem inúmeras estratégias de treinos, metodologias, volume de treino, ordem de exercícios, multiarticulares ou não. Mas, para Bianca, todos os exercícios são mais eficientes quando feitos até a falha. Afinal, através dela é possível atingir a hipertrofia muscular.

Benefícios

O treinamento até a falha pode trazer vários benefícios. Portanto, saiba quais são eles:

  • Ajuda a construir músculos;
  • Aumenta a força muscular;
  • Pode aumentar a secreção de hormônios como testosterona e GH (hormônio do crescimento);
  • Tira os atletas do efeito platô (não ver resultados nos treinos);
  • Recruta o máximo das fibras musculares.

Fonte: Bianca Pichirilli, educadora física da Vitat.

Sobre o autor

Julia Moraes
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em fitness, saúde mental e emocional.

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