Submarino desaparecido: quais sintomas tripulantes podem desenvolver?

Saúde
21 de Junho, 2023
Submarino desaparecido: quais sintomas tripulantes podem desenvolver?

Um submarino transportando cinco pessoas para observar os destroços do Titanic no fundo do Oceano Atlântico Norte está desaparecido desde o último domingo (18). De acordo com um memorando do governo dos Estados Unidos, sons de batidas foram ouvidos na área em que estão sendo feitas as buscas pelo veículo marítimo. Assim, a operação recebeu novos reforços, além do uso de tecnologia de ponta para auxiliar na procura pelo submarino.

O equipamento tem autonomia para fornecer oxigênio aos ocupantes por até 96 horas, mas está no mar há mais de 72. Mas afinal, quais sintomas os tripulantes podem desenvolver?

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Submarino desaparecido: possíveis sintomas

De acordo com o Jornal O Globo, um médico da Marinha estadunidense revelou os 4 “sintomas” que os tripulantes do submarino desaparecido podem estar sentindo no momento. Além de estarem perdidos no oceano, as 5 pessoas podem estar sofrendo com pânico, tremores, hipotermia e taquicardia.

A hipotermia pode ser um fator preocupante. Isso porque o fundo do mar pode chegar a 5º C. Como consequência, o corpo pode desenvolver tremores para elevar a temperatura, o que “gasta” mais oxigênio. Com a diminuição do oxigênio disponível no submarino e o aumento do CO2, os tripulantes podem sentir dores de cabeça e, até mesmo, perderem a consciência.

Além disso, o acúmulo do gás carbônico (CO2) é tóxico, o que prejudicaria ainda mais a situação em que os tripulantes se encontram. Por fim, a claustrofobia e o medo por estarem perdidos no oceano, podem causar pânico na tripulação. Com o pânico, vem a taquicardia, dificuldade para respirar e rigidez corpórea.

Por fim, de acordo com as autoridades responsáveis pelas buscas ao submarino desaparecido, o veículo tem menos de 24 horas de oxigênio. Com isso, segundo a projeção, as reservas se esgotariam por volta de 6h de quinta-feira (22).

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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