Passar por um divórcio não é nada fácil. Afinal, você está quebrando um vínculo íntimo com uma pessoa que passou a maior parte do tempo ao seu lado. Mas quando o casal tem filhos, a situação é ainda pior. Isso porque a separação dos pais costuma afetar ainda mais os pequenos. Dependendo de como é este processo, muitas vezes, as crianças acabam desenvolvendo problemas psicológicos.
Desse modo, elas crescem vendo os pais como um espelho, e vê-los separados pode causar um grande trauma na saúde mental, além de inseguranças ao longo da vida.
De acordo com Rejane Sbrissa, psicóloga cognitivo comportamental, as crianças e adolescentes costumam apresentar diversos conflitos emocionais em decorrência da separação dos pais. Portanto, confira alguns exemplos:
Para Rejane, os pais devem fornecer suporte emocional para os filhos. Lembrá-los de que mesmo separados, eles sempre darão suporte e a criança continuará sendo muito amada.
Ela ainda afirma que a conversa deve ser feita quando os pais se sentirem prontos. “As crianças não precisam saber de detalhes”, diz.
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A psicóloga Deise Moraes Saluti lembra em entrevista anterior à Vitat que os pais também precisam de auxílio e acompanhamento de um especialista. Assim, é possível aprender a conduzir o processo de separação dos filhos e ajudá-los com as questões de dificuldades emocionais, sociais e de desenvolvimento.
Além disso, é importante que os responsáveis estejam atentos às crianças e como elas estão lidando com a situação. “O sentimento de abandono e qualquer outro problema desenvolvido por essa criança a partir da separação de seus pais requer atenção de todos os lados, não só do lado dessa criança, que agora se sente desprotegida e abandonada”, explica Deise.
Por fim, Rejane lembra que o acompanhamento psicológico ajuda a impedir que um possível trauma se estabeleça por vários motivos e sentimentos decorrentes do divórcio. “ A mudança na estrutura familiar afeta todos os membros da família. Dessa forma, o psicólogo pode indicar caminhos para facilitar a transição familiar”, finaliza.
Fontes: Deise Moraes Saluti – psicóloga e escritora e Rejane Sbrissa, psicóloga cognitivo comportamental especializada em compulsões.