Redescobrindo o corpo: como acolher as mudanças?
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Você já se olhou no espelho e sentiu que a imagem refletida não acompanhava tudo o que você viveu até ali?
Essa sensação é comum durante momentos de transformação: o corpo muda, mas a forma como a mente o percebe nem sempre acompanha o mesmo ritmo.
Momentos como esse podem gerar sentimentos confusos, dúvidas e até inseguranças, e compreender isso faz parte do cuidado com a saúde mental.
Mudanças que vão além do espelho
Durante o processo de emagrecimento, muitas pessoas têm dificuldade em processar as mudanças que acontecem com o corpo.
Essa dificuldade pode se apresentar por meio de comparativos com um “corpo ideal” (aquele que é o objetivo), além do processo de entendimento e aceitação da nova imagem.
A diferença entre o real e o imaginado é resultado da forma como o corpo guarda memórias e das referências sociais que carregamos.
Isso acontece porque a mente continua guiada por padrões antigos e comparações — especialmente em ambientes digitais, onde as imagens são filtradas e idealizadas.
Por exemplo: quando uma pessoa compara fotos recentes com as de outras que estão no mesmo processo de perda de peso, buscando semelhanças no progresso ou até diminuindo as próprias conquistas.
O impacto emocional da comparação
A exposição diária a imagens de “corpos perfeitos” pode distorcer o que entendemos como normal ou saudável.
Essa comparação, faz com que olhemos para o outro como modelo a ser alcançado — o que pode reduzir a autoestima, aumentar a ansiedade e diminuir a satisfação com o próprio corpo.
Por isso, desenvolver um olhar mais gentil sobre si, valorizando conquistas e capacidades, é uma forma de proteger a saúde mental.
Um olhar mais gentil sobre si
Cada corpo responde de um jeito e o processo de adaptação às mudanças físicas exige tempo, cuidado e paciência. O corpo não é só aparência, é movimento, funcionalidade e expressão.
Quantas vezes você se elogiou por algo que o seu corpo fez, e não apenas por como ele se mostra no espelho?
Praticar essa apreciação corporal está ligado a níveis mais altos de bem-estar emocional e menor insatisfação com a aparência.
Você pode começar com pequenas perguntas no dia a dia:
- “O que o meu corpo me permitiu fazer hoje?”
- “Qual parte de mim eu posso agradecer por estar aqui agora?”
Essas perguntas mudam o foco da aparência para a experiência — e isso fortalece a autocompaixão e o senso de progresso real, mesmo quando as transformações ainda estão acontecendo.
O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.
Referência bibliográfica:
Merino, M. et al. Body perceptions and psychological well-being: a review of the impact of social media and physical measurements on self-esteem and mental health with a focus on body image satisfaction and its relationship with cultural and gender factors. Healthcare, v. 12, n. 1396, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.3390/healthcare12141396.

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