Pesadelos e demência: novo estudo aponta relação

Saúde Sono
23 de Setembro, 2022
Pesadelos e demência: novo estudo aponta relação

Um estudo da Universidade de Birmingham que durou aproximadamente 13 anos descobriu uma possível relação entre pesadelos, demência e declínio cognitivo. A pesquisa foi feita com mais de 3 mil pessoas, com faixas entre 35 e 80 anos ou mais. O primeiro grupo com 605 participantes, cuja média de idade era entre 35 e 65 anos não apresentava sinais de demência, e foi monitorado por nove anos.

Já o segundo grupo reuniu 2.600 voluntários mais velhos, com 80 anos ou mais. Ao longo de cinco anos, os pesquisadores acompanharam essa parcela de indivíduos, que possuíam declínio cognitivo natural da idade, mas sem evidências de demência. Ambos os grupos respondiam questionários frequentes sobre a qualidade do sono — se haviam pesadelos e se dormiam bem, por exemplo.

Veja também: Alimentos que podem ajudar a evitar a demência

Qual a relação entre pesadelos e demência?

Ao final do estudo, os pesquisadores perceberam que as pessoas na faixa dos 50 anos que tinham pesadelos mais de duas vezes por semana apresentaram maior declínio cognitivo. Por sua vez, a população mais idosa, dos 80 anos adiante, desenvolveu mais riscos de desenvolver tipos variados de demência.

Afinal, qual a influência dos pesadelos sobre um possível quadro de demência? De acordo com a pesquisa, os maus sonhos podem contribuir para a degradação do sistema nervoso ligado ao lobo frontal. Essa parte do cérebro está relacionada à cognição, o que justificaria a hipótese dos cientistas.

“Esses achados podem ajudar a identificar indivíduos em risco de demência e podem facilitar estratégias de prevenção precoce”, conclui um trecho do estudo. Por fim, a pesquisa reforça que pesadelos são comuns entre as pessoas, mas que “merecem atenção em históricos de demência e rápido declínio cognitivo”.

O que é demência?

A condição é um conjunto de doenças que comprometem o sistema nervoso, causando danos como perda de memória, habilidades cognitivas, discernimento e noção da realidade. A princípio, as enfermidades mais conhecidas nesse espectro são doença de Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla.

A maioria dos diagnósticos de demência ocorrem por volta dos 50 anos ou mais, fase em que o declínio cognitivo é maior devido ao envelhecimento. No entanto, a medicina ainda não descobriu o agente determinante para uma pessoa desenvolver demência. Apesar disso, existem muitos estudos que apontam caminhos para diversos fatores de risco. Por exemplo, hereditariedade, doenças crônicas e estilo de vida são prováveis motivos que contribuem para o processo neurodegenerativo.

Sobre o autor

Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e de profissionais de Educação Física.

Leia também:

Saúde

Proteção contra a gripe começa na gestação

A proteção contra a gripe pode começar antes mesmo do nascimento.  Durante a gestação, a vacinação é uma forma importante de cuidado, ajudando a proteger o

Saúde

Gripe e dengue: os efeitos de tomar duas vacinas no mesmo dia

Com a recomendação de diferentes vacinas ao longo do ano, é comum surgir a dúvida sobre como organizá-las na rotina — inclusive se é possível tomar

Saúde

A vacina do ano passado ainda protege?

Se você está se perguntando se a vacina do ano passado ainda protege, a resposta é: não totalmente. Ela ainda ajuda, mas não garante a mesma