Existem diversas condições que afetam os ossos, a osteoporose é uma das mais conhecidas. Mas você já ouviu falar em osteomalácia? Essa doença é conhecida como o “amolecimento” ósseo, na qual o osso não endurece como deveria depois de se formar.
“Essa condição pode afetar pessoas de todas as idades porque os ossos de todos estão constantemente passando por um processo chamado ‘turnover’ ósseo”, explica o Dr. Roberto Ranzini, ortopedista e médico do esporte. “O ‘turnover’ ósseo é quando o corpo reabsorve o tecido antigo e forma um novo tecido ósseo, começando pela camada interna mais macia que compreende o colágeno.”
Assim, o processo continua, em um passo chamado mineralização, quando essa camada interna se torna revestida com minerais que formam uma casca externa e dura. Portanto, quando o paciente tem osteomalácia, essa casca não se forma totalmente, deixando o colágeno macio e vulnerável.
De acordo com o médico, os principais sintomas dessa condição são:
Além disso, é importante dizer que existem pacientes que não apresentam nenhum desses sintomas, mas, ainda assim, carregam a condição.
“A causa mais comum da mineralização incompleta que leva à osteomalácia são os baixos níveis de vitamina D”, explica o Dr. Roberto. Mas outros fatoresm podem contribuir para a condição, confira:
A vitamina D pode estar baixa no organismo por muitos motivos. Geralmente, a pessoa não absorve quantidades suficientes desse nutriente ou o seu corpo pode não ser capaz de absorvê-lo. No entanto, existem algumas motivações para a falta desse nutriente no organismo, por exemplo:
Leia também: Saúde dos ossos: Saiba quais alimentos evitar
Segundo o ortopedista entrevistados, os sintomas mais comuns da osteomalácia são vagos o suficiente para que, às vezes, possa levar de 2 a 3 anos para diagnosticar a condição. “No entanto, uma vez que um médico suspeite de osteomalácia, vários testes diferentes podem ajudá-lo a diagnosticá-la”, ressalta o especialista.
Para isso, pode ser necessário mais de um tipo de teste para fornecer resultados conclusivos. Deve-se procurar, por exemplo:
Também podem ser feitos radiografias e testes de densidade óssea para ajudar no diagnóstico.
A partir dos resultados, e com o diagnóstico completo, é possível iniciar o tratamento. Contudo, é importante lembrar que o tratamento varia de acordo com cada caso. O objetivo é garantir que o paciente obtenha os níveis de nutrientes necessários para amparar o processo de mineralização óssea.
Além disso, tomar doses terapêuticas de suplementos, como vitamina D ou fosfato, é uma estratégia de tratamento comum.
“Alguns especialistas recomendam que se tome 6.000 unidades internacionais (UI) de vitamina D3 diariamente por um período de 8 semanas para tratar a deficiência de vitamina D”, explica.
Fora isso, algumas abordagens adicionais para a promoção de ossos fortes e saudáveis incluem:
Ainda de acordo com o Dr. Roberto, a dose diária recomendada de vitamina D é de 600 UI por dia para pessoas entre 1 e 70 anos, e, após essa idade, 800 UI por dia.
Fonte: Dr. Roberto Ranzini, ortopedista e médico do esporte.
