Infecção dentária deixa surfista brasileiro em coma. Entenda

Saúde
08 de Setembro, 2022
Infecção dentária deixa surfista brasileiro em coma. Entenda

O surfista brasileiro Júnior Enomoto, conhecido como “Japa”, está hospitalizado em Bali, na Indonésia desde agosto. De acordo com o último boletim médico, Japa teve uma infecção pulmonar causada por uma bactéria. No entanto, a origem do problema foi uma infecção dentária, que acabou deixando o surfista em coma.

De acordo com o cirurgião-dentista Flávio Pinheiro, as infecções odontogênicas têm origem periodontal ou periapical. Após o diagnóstico, é fundamental iniciar o tratamento, evitando assim que a condição progrida para os espaços fasciais ou até a morte. No caso do surfista, os médicos encontraram uma cavidade no pulmão esquerdo. Agora, de acordo com o pneumologista, possivelmente o brasileiro será submetido a uma cirurgia.

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Como tratar uma infecção dentária?

Segundo Flávio, o protocolo de tratamento mais comum para as infecções odontogênicas é a remoção da “causa”, ou seja, daquilo que está causando a infecção. “Essa remoção é feita através de exodontias ou tratamento endodôntico, seguida de drenagem da secreção purulenta e antibioticoterapia”, explicou.

Ainda segundo o especialista, os dentistas devem sempre estar atentos de que essas infecções ocasionalmente podem tornar-se graves e pôr a vida em risco em um curto prazo de tempo.

“Os casos gravíssimos, isto é, quando a infecção evolui e o paciente morre ocorrem quando a infecção dentária atinge áreas distantes do processo alveolar. No entanto, a maioria dos processos infecciosos em seus estágios iniciais podem ser controlados com intervenção cirúrgica e antibióticos”, ponderou.

Por fim, o dentista afirmou que fatores como a demora na procura do atendimento especializado, a demora do uso de antibióticos, condições sistêmicas imunossupressoras do paciente e a virulência do microrganismo podem contribuir para a rápida disseminação do processo infeccioso.

“É muito importante procurar, imediatamente, um cirurgião-dentista e informá-lo sobre as condições que favorecem a progressão da doença, porque a partir disso, é necessário que o profissional aja com a finalidade de diagnóstico de um quadro de potencial gravidade”, finalizou.

Fonte: Flávio Pinheiro, cirurgião-dentista.

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