Histórico de lesões pode causar depressão? Saiba mais

1 de agosto, 2022

Principalmente em atletas, o histórico de lesões durante a prática de esportes é altíssimo. Inclusive, recentemente, o zagueiro do Flamengo, Rodrigo Caio, teve mais uma lesão no joelho esquerdo. 

“O atleta Rodrigo Caio sofreu uma entorse no joelho esquerdo, na partida contra o Corinthians, no dia 10 de julho. Após avaliação médica e de exames radiológicos foi constatada uma lesão no menisco medial”, disse o clube.

Desde que chegou ao time carioca, Rodrigo vem tendo um histórico de lesões. Mas até que ponto isso pode afetar a mente de um atleta, e causar depressão?

Leia também: Lesão por esforço repetitivo (LER): Como tratar e evitar

O que é depressão?

A depressão é uma doença que pode afetar tanto a saúde mental quanto a física. Assim, o distúrbio surge quando ocorrem desequilíbrios nos neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar: serotonina, dopamina, noradrenalina e melatonina.

De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior taxa de depressão da América Latina, afetando 5,8% da população. 

Sim, o histórico de lesões pode afetar a saúde mental

De acordo com a neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner, estudos já comprovam que, ao contrário do que se pensava antes, eventos externos como esses – no caso de atletas – têm relação direta com a depressão.

“Estar sob forte impacto emocional negativo, diminui, durante um tempo, a energia vital, a falta de importância e a motivação. Isso pode levar o sujeito a reclusão, labilidade emocional ou depressão. Estamos à mercê de uma tríade: mente-cérebro-corpo. Somos afetados pelo ambiente que estamos inseridos, o meio, as pessoas, a cultura, normas e convenções sociais. Tudo isso ativa o funcionamento do cérebro, suas regiões e neurotransmissores que acarretam sintomas físicos”, mencionou.

“Atletas de alta performance, certamente sofrem pressão para trazer resultados ao time. Além da exigência dos torcedores para entregar bons resultados. Diante disso, a expectativa frustrada acarreta em baixa autoestima e depressão”, completou Roselene. 

Assim, a especialista explica que a cobrança pode partir de nós mesmos. “Estamos contidos numa engrenagem complexa, quem espera desempenho, faz cobrança e exigências. Diante de um cenário negativo, sentimentos de frustração, rejeição, insegurança podem resultar em psicopatologias transitórias ou persistentes. Principalmente em figuras públicas que estão sempre sob holofotes e lentes de aumento que são utilizadas para observar suas imagens e comportamentos”, esclareceu.

Fonte: Roselene Espírito Santo Wagner, neuropsicóloga.

Sobre o autor

Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e educadores físicos.