Folia com segurança: 5 dicas para sua saúde
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O Carnaval é um dos períodos mais animados do ano, marcado por festas, encontros e muita diversão.
Para aproveitar a folia com mais tranquilidade, alguns cuidados com a saúde são essenciais: são pequenas atitudes no dia a dia que ajudam a reduzir riscos e a manter o bem-estar antes, durante e depois das festas.
Não abra mão da saúde bucal
A limpeza diária dos dentes faz parte da rotina básica de cuidados para manter a saúde bucal em dia. Escovar os dentes, usar fio dental e enxaguante bucal diariamente ajuda a prevenir doenças como cárie e gengivite, como explica o Dr. Márcio Ramos, da clínica Implante Rio.
Durante o Carnaval, não é necessário adotar medidas radicais nem levar um kit completo para a folia. O mais importante é garantir que a higiene adequada seja feita antes e depois dos dias de festa.
Previna-se da candidíase
A candidíase é uma infecção comum causada pelo fungo Candida albicans, que está naturalmente presente no organismo. É comum que as queixas aumentem no Carnaval, especialmente em mulheres.
“O fungo Candida albicans vive normalmente na região genital. Isso pode ocorrer com o uso de biquínis, fantasias ou peças íntimas ainda úmidas, o que pode gerar coceira e aumento das secreções”, explica a infectologista Flávia Cohen, da clínica FVC.
Para prevenir o problema, a recomendação é usar roupas íntimas confortáveis e de tecidos respiráveis, como o algodão. A higiene íntima é importante, mas excessos devem ser evitados, assim como o uso frequente de protetores íntimos e produtos perfumados na região genital.
Atenção à conjuntivite
Os olhos possuem uma membrana muito sensível, que pode ser afetada por vírus, bactérias e substâncias tóxicas presentes em piscinas, praias e até na poluição do ar. Para reduzir o risco de conjuntivite durante o Carnaval, Flávia destaca três cuidados básicos:
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Nunca colocar as mãos nos olhos sem lavá-las antes;
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Não usar maquiagem de outras pessoas nem emprestar a sua;
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Evitar compartilhar toalhas, travesseiros, lenços de pano e outros itens que não sejam descartáveis.
Hepatite A: prevenção é fundamental
A hepatite A é transmitida pela via fecal-oral, por meio de água ou alimentos contaminados, e também pelo contato sexual sem preservativo. A vacina é a principal forma de prevenção, mas a proteção começa apenas entre 10 e 14 dias após a primeira dose.¹
Além disso, a vacinação contra a hepatite A em usuários de PrEP deve ser realizada em esquema de duas doses com intervalo mínimo de 6 meses. ¹
Os sintomas costumam surgir entre 15 e 50 dias após a infecção e geralmente duram menos de dois meses. Depois desse período, o organismo cria anticorpos que evitam uma nova infecção.
Segundo a infectologista, como o vírus pode estar presente em água contaminada e alimentos mal conservados, é recomendado ingerir uma quantidade maior de líquidos e consumir alimentos de estabelecimentos que mantenham seus produtos bem conservados, já que no Carnaval as pessoas costumam passar mais tempo na rua.
Xô, herpes!
O herpes tipo 1 é o responsável pelo herpes labial. De acordo com Flávia, os sintomas incluem vermelhidão, pequenas bolhas com líquido claro e sensação de ardor no local. As lesões podem aparecer nos lábios ou até na parte interna da boca.
Embora o primeiro contato com o vírus geralmente ocorra na infância, os sintomas podem ficar inativos por muitos anos. No Carnaval, uma queda na imunidade pode aumentar as chances de manifestação.
A infectologista explica que a transmissão pelo beijo só ocorre quando há lesões ativas. Por isso, o beijo deve ser evitado desde o surgimento dos primeiros sinais até a cicatrização total, quando não há mais indícios do vírus nos lábios.
Com atenção a esses cuidados, é possível aproveitar o Carnaval com mais segurança, bem-estar e saúde.
Referência bibliográfica
¹BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Nota Técnica Conjunta nº 184/2025-DPNI/DATHI/SVSA/MS: disponibilização da vacina hepatite A para público que faz uso da profilaxia pré-exposição de infecção pelo HIV (PrEP).

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